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quarta-feira, 6 de maio de 2009
A biblioteca particular de Pacheco Pereira.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Presentes de um poeta
"Um pobre e esplêndido poeta, o mais atroz dos
desesperados, escreveu esta profecia: " Ao amanhecer,
armados de uma ardente paciência, entraremos
nas explêndidas cidades. " Eu creio nessa profecia de Rimbaud...
Sempre tive confiança no homem. Não perdi jamais a
esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui
com a minha poesia, e também com a minha bandeira.
Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade,
aos trabalhadores, aos poetas, que todo o porvir foi
expresso nessa frase de Rimbaud: só com uma ardente
paciência conquistaremos a explêndida cidade que dará luz,
justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão. "
Pablo Neruda
Discurso del Prêmio Nobel
Parece que hoje é o aniversário de alguém? Aqui fica o meu presente e um beijo de parabéns!
desesperados, escreveu esta profecia: " Ao amanhecer,
armados de uma ardente paciência, entraremos
nas explêndidas cidades. " Eu creio nessa profecia de Rimbaud...
Sempre tive confiança no homem. Não perdi jamais a
esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui
com a minha poesia, e também com a minha bandeira.
Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade,
aos trabalhadores, aos poetas, que todo o porvir foi
expresso nessa frase de Rimbaud: só com uma ardente
paciência conquistaremos a explêndida cidade que dará luz,
justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão. "
Pablo Neruda
Discurso del Prêmio Nobel
Parece que hoje é o aniversário de alguém? Aqui fica o meu presente e um beijo de parabéns!
sábado, 22 de novembro de 2008
Um pózinho de coisa nenhuma...
“Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me da visão do seu movimento.
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Nunca amei coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem pudia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minha próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraíu, e os aquedutos que se esfumavam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar.”
Fernando Pessoa, Livro do desassossego
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Nunca amei coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem pudia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minha próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraíu, e os aquedutos que se esfumavam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar.”
Fernando Pessoa, Livro do desassossego
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Porque às vezes é necessário ter sensibilidade (e bom-senso).
"Sempre me lembro de ter ouvido o mar. De mistura com o vento nas folhas das palmeiras bravas, um vento que nunca deixa de soprar, mesmo quando nos afastamos da costa e avançamos canaviais adentro: é o ruído de fundo que acompanhou a minha infância. Ouço-o agora, no mais íntimo de mim, e levo-o comigo para onde quer que vá. O marulho lento, incansável, das ondas que se quebram ao longe na barra de coral e depois vêm morrer na areia do Rio Negro. Não passa um dia sem que vá ao mar, nem uma noite sem acordar com as costas alagadas em suor, soerguido na minha cama de campanha, afastando o mosquiteiro e procurando avaliar a altura da maré, inquieto, tomado dum desejo que não compreendo.
Na escuridão, penso no mar como se fosse uma pessoa humana, com todos os sentidos despertos para melhor o ouvir chegar, para melhor o receber. As vagas gigantescas cavalgam os recifes, vêm desabar na laguna e o estouro faz vibrar a terra e o ar como um caldeirão. Ouço-o, o mar mexe-se, respira."
Na escuridão, penso no mar como se fosse uma pessoa humana, com todos os sentidos despertos para melhor o ouvir chegar, para melhor o receber. As vagas gigantescas cavalgam os recifes, vêm desabar na laguna e o estouro faz vibrar a terra e o ar como um caldeirão. Ouço-o, o mar mexe-se, respira."
O Caçador de Tesouros, Le Clézio.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Até Sempre ZéZé!!
As aventuras do mais conhecido «gigolô» português.
«Quarenta anos depois estou cansado. Gosto e vou gostar sempre de mulheres, mas para mim chega! O mundo está diferente mas há coisas que nunca vão mudar. As Camones vão sempre gostar de rapazes novos, vão querer sempre carne fresca. Não estou velho, nem para lá caminho, mas acho que o meu tempo de playboy acabou. Já não tenho vida, nem paciência, para fazer certas tropelias que em tempos protagonizei. Hoje olho para os episódios que relato neste livro, lembro-me dos outros que não couberam aqui, e rio de satisfação. Tive uma vida fantástica. Corri o mundo, tive mulheres lindíssimas e diverti-me bastante. Agora chegou a hora de arrumar as botas, ou, neste caso, os calções de praia. Tenho uma vida nova pela frente, agora que deixei de ser playboy. Espero que este meu testemunho sirva para inspirar todos aqueles que ainda gostam de mulheres. Foram elas que sempre me moveram e são elas a coisa mais maravilhosa no mundo. Não sei como viveria sem elas. É às mulheres que dedico este livro.»
«Quarenta anos depois estou cansado. Gosto e vou gostar sempre de mulheres, mas para mim chega! O mundo está diferente mas há coisas que nunca vão mudar. As Camones vão sempre gostar de rapazes novos, vão querer sempre carne fresca. Não estou velho, nem para lá caminho, mas acho que o meu tempo de playboy acabou. Já não tenho vida, nem paciência, para fazer certas tropelias que em tempos protagonizei. Hoje olho para os episódios que relato neste livro, lembro-me dos outros que não couberam aqui, e rio de satisfação. Tive uma vida fantástica. Corri o mundo, tive mulheres lindíssimas e diverti-me bastante. Agora chegou a hora de arrumar as botas, ou, neste caso, os calções de praia. Tenho uma vida nova pela frente, agora que deixei de ser playboy. Espero que este meu testemunho sirva para inspirar todos aqueles que ainda gostam de mulheres. Foram elas que sempre me moveram e são elas a coisa mais maravilhosa no mundo. Não sei como viveria sem elas. É às mulheres que dedico este livro.»
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