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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amigos

Aos meus amigos que hoje, mais uma vez, me emocionaram.

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem,
os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum,
somente compartilhar as mesmas recordações,
pois boas lembraças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece!
Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!"

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Desde miúdo que acho imensa piada a este poema, e calhou hoje a encontrá-lo aqui pelas interwebz.
Havendo várias e distintas versões, esta é a minha favorita:
Lá vem a nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar.

Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.

Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija
Que a não puderam tragar.

Deitaram sorte à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.

- Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal.

Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.

- Acima, acima gajeiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal
”Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terra de Espanha,
Areias de Portugal.

Mais enxergo três meninas
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar”.

-Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei de casar.
”A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar”.

- Dar-te-ei tanto dinheiro,
Que o não possas contar.
"Não quero o vosso dinheiro,
pois vos custou a ganhar”!

- Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.
Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.

-Dar-te-ei a nau Catrineta
Para nela navegar.
"Não quero a nau Catrineta
Que a não sei governar".

- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".

- Renego de ti, demónio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O corpo dou eu ao mar.

Tomou-o um anjo nos braços,
Não o deixou afogar.

Deu um estouro o demônio,
Acalmaram vento e mar;

E à noite a nau Catarineta
Estava em terra a varar.

Secção: new american weapons

O Bonae Fidei descobriu:
Quando se pensa que o Terminator está no governo da Califórnia...



...apercebemo-nos que uma versão mais evoluida chegou à Casa Branca.

domingo, 14 de junho de 2009

Afinal há-os cá!


E eis que nesta altura, em que a sua tão aclamada vitória resulta do demérito alheio, eles se mostram, os fiéis soldados, resolutos a uma carga enérgica, a qual não se pode concretizar.

sábado, 16 de maio de 2009

Ao que parece, Steven Pearlstein, prémio Pulitzer de 2008 escreveu o seguinte numa sua coluna de opinião:


"In Portugal, as in America, a 'Third Way' Is Reemerging

You can easily imagine the popular story line that plays out daily in thepolitics of much of Western Europe. It's the one about bankers and money managers in New York and London who got rich by playing fast and loose withother people's money, under the eyes of regulators so blinded by their faithin markets that they couldn't spot a con game going on right under their noses.

And what makes it all the more galling to Western Europeans is how easilythis plague of greed and deregulation so easily crossed the Atlantic, sending their own economies into a recession that is expected to be deeperand longer than it will be where it all began.

Sitting in his office last week, José Sócrates, the prime minister of Portugal, joked as he recalled the day last September when he first learned about "this thing they call a subprime loan." As head of this country's nominally socialist party, Sócrates spent the previous four years reducingthe size of Portugal's government, taming its runaway budget deficit, challenging labor unions and deregulating its markets. And what is hisreward? An economic crisis that has once again put the country in a fiscal bind and boosted the polling numbers of Portugal's Communist Party.

There are similar tales to be told across the continent. In France, top executives have been taken hostage by workers demanding that layoff noticesbe rescinded. In Sweden and Switzerland, companies have revoked pay packagesfor top executives in response to public outcry. And just last week, the European Union unveiled new regulations that have the hedge funds howling. Everywhere, there are calls for higher taxes on the rich, with the British government proposing to raise the top marginal rate to 50 percent from 40 percent.

"In terms of further market liberalization, I would say the window ofopportunity is now closed," Christine Lagarde, France's reform-minded finance minister, told reporters recently in Washington.

Given the circumstances -- unemployment as high as 17 percent in Spain, exports off 20 percent in Germany, house prices off 40 percent in Ireland --none of this is surprising. But the real story in Europe may be how firmly market liberalization seems to have taken hold. Not only have there beenfew, if any, calls for re-nationalizations, but some countries are still moving toward privatization and deregulation. Instances of protectionism are outweighed by the examples of cross-border mergers and acquisitions that have been accepted as a matter of course -- Fiat's designs on GM's Opel,based in Germany, is the latest. And in the face of international calls for additional fiscal stimulus, both governments and voters have been reluctantto borrow and spend their way out of this recession.

Here in Portugal, for example, huge teacher demonstrations recently shutdown the capital but failed to derail Sócrates's plan to require annual evaluations of instructors in a public school system that has some of the highest costs, and lowest test results, in Europe.

And Americans would do well to consider Portugal's plan to put its Social Security on a more sustainable footing by linking the retirement age to life expectancy while still giving people the choice to retire at 65 with slightly lower benefits.

Perhaps the best example of Portugal's market-based approach to its economic problems is its big push toward renewable energy.

To harness the wind, Economy Minister Manuel Pinho set out to move thecountry beyond small, subsidized wind farms to create an industry big enoughto achieve economies of scale, invest seriously in research and development, and attract billions of dollars in capital. The incentive came in the formof huge long-term transmission contracts that assured investors that therewould be a market for the power at a guaranteed price, determined in an openand competitive auction. The hitch was that winners were required to manufacture a certain percentage of the windmills and the turbines in Portugal. A number of big European companies have now set up shop here.

Pinho took a similar approach to hydroelectric power, putting up forcompetitive bid long-term licenses to build and operate a dozen new orexpanded dams. Bidders can also extend the life of the licenses if they agree to enter long-term contracts to buy nighttime power from the country's wind producers and use it to pump water from reservoirs below the dams backup to the reservoirs above. Energy gets stored during those hours when demand is low and used the next day when demand is at its peak.

What's noteworthy is that all this was done without a government subsidy andwithout favoring the country's former electric monopoly, EDP, in which the government continues to hold a minority stake. Indeed, EDP has been buyingor building renewable-energy assets across Europe, in Brazil and in theUnited States. The spinoff of its renewable-energy division was the biggest IPO in Europe last year and is now the world's fourth-largest renewable-energy producer.

Back in the days of Bill Clinton and Tony Blair, there was a lot of loose talk about a "third way" that would combine the best features of Anglo-American capitalism with the social and economic safety net prevalentin Europe. If Portugal is any indication, Europe has been moving in fits and starts toward market capitalism ever since. Now that Barack Obama has becomethe most popular politician in Europe and his administration back home isintent on increasing the profile of a more-competent government in theworkings of the American economy, a convergence seems possible once again."


in Washington Post
Engraçados estes jornalistas estrangeiros...
Em vez de se porem com pseudo-investigações, de onde se desencantam dvd's, licenciaturas e afins, preferem fazer uma coisa de nome jornalismo... vá-se lá entender esta gente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Da superioridade moral II.

How quaint it is someone to brag about a thing he does not have...



quinta-feira, 7 de maio de 2009

Espaço novos autores:

Já que etamos em época de feira do livro, cá está, texto de um, as I hope, futuro blogger a juntar em breve a esta trupe blogoesférica
“FreePortugal”
Antes de mais, quero partilhar uma coisa convosco. Sou português! É verdade! Depois de cerca de cinco anos de fatigantes de idas ao SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras), de horas intermináveis de espera, de muito dinheiro gasto em burocracias, insistência e de muita paciência, finalmente naturalizei-me! É incrível como este vosso país, que agora também é meu, fecha a porta a pessoas de bem, tipos como eu, por exemplo..lol. O certo é que elas se abriram. Mas a que custo? Nem fazem ideia. O que mais me espanta é que existem certas situações às quais este vosso país, melhor, nosso país, tem prazer e orgulho em deixar as portas abertas. Aliás, deixa-as “escancaradas” e gaba-se disso. Querem ver? Sócrates.Não, não é esse. É o outro. Aquele senhor que se diz engenheiro não sei bem do quê, que autorizou a construção de um centro comercial numa zona protegida, quando ministro do ambiente, por DINHEIRO. Isso mesmo, dinheiro, nada mais. Ele diz que é calúnia. Eu chamo a isso CORRUPÇÃO. Qual ambiente, qual interesse nacional? E o pior é que a coisa foi “abafada”.Como, perguntam vocês. Simples: atribuem-se uma promoções aqui, aumentos de salários ali, pressionam-se uns quantos magistrados.E eu que pensava que os órgaos de suberania eram independentes! E o que é que o nosso país fez? Abriu as portas ao “engenhoso engenheiro”. Ele é agora o nosso Primeiro Ministro. É o mesmo que estar a dar-lhe os parabéns pela malandragem que fez. Agora já sabem que, para se ser promovido neste país, têm de ser bandido. “Porreiro pra, quem, pá?

Outra situação – o caso Madie. Aqui não passamos de meros espectadores. Ficámos impávidos e serenos a ver os ingleses trabalharem. Os tipos mandaram e desmandaram como puderam e foram-se embora. Em relação aos “camones” sempre foi assim. E ainda nos gabámos de ter uma boa relação com eles quando nos tratam como se fossemos uma país do terceiro mundo. Só não o assumem publicamente porque somos europeus. Ainda não sei em que acreditar, se na (in)justiça deles ou se (in)competência das nossas autoridades juduciárias.

Uma última situação: a passagem, na Base Das Lages, da aeronave da CIA que transportava prisioneiros para o Guantánamo. Sabem o que é Guantánomo? Guantánamo é o sinónimo de violação dos Direitos do Homem. Isto é grave! Ainda que há gente com cabeça para pôr termo àquele buraco imundo, onde a dignidade humana era constantemente posta em causa. Thank you, Obama!

É este o Portugal que temos. Uma autêntica República das Bananas, onde o que impera é a lei do mais forte.

Às vezes dou comigo a pensar...”no que é que eu me fui meter?” Mas depois também penso que tenho muito orgulho em ser português. Isto não é assim tão mau como parece. Também há coisas boas. “shit”! Afinal não há. Só agora é que dei conta de que o FCP vai ser campeão outra vez!
Andiciley Antunes

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tudo quanto é demais enjoa, e de modo a por um ponto final, ou pelo menos tentar (se me deixarem), venho tentar explicar o sentido da frase, completamente desinserida do contexto do post em questão.
É muito simples: o avanço, por comparação com uma Europa que havia sido devastada por uma guerra de onde resultaram cerca de 50 milhões de mortos, que não possuia (na altura em questão) colónias com a riqueza e diversidade de matérias-primas que por nós era detida, foi muito pequeno em relação ao que deveria ter sido. Se um governo democrático tinha feito melhor? Provavelmete sim, mas não tenho maneira de o comprovar... é apenas uma singela crença.
Já agora, acerca do excerto (excerto: "regime que em nada contribuiu para o avanço de Portugal, sendo apenas uma continuação do (triste) reviralho da 1ª República.") que muito foi criticado por saudosos de algo que, por eles, não poderá ser sentida falta, dado que nunca o conheceram, a minha intenção era falar da evolução política (nunca económica, que é matéria de que eu quase nada sei), evolução essa que foi, porém, uma regressão até aos tempos do sorumbático D. Miguel.

Apenas de modo a que fique claro; este post não se destina a pedir algum tipo de desculpa, ou fazer uma inflexão do que foi por mim escrito, pois continuo com a mesma férrea opinião.
Ainda que por alguma (insondável razão) houvesse lugar a desculpas, elas não se destinariam certamente a qualquer membro deste blog, pois se há coisa em que todos ombreamos é em autoridade moral de passar responsos uns aos outros.

sábado, 2 de maio de 2009

Quem espera sempre alcança.


120 anos! Cento e vinte anos. Meio século e quase um quarto de outro, desde que o mais proeminente político do vigésimo centénio português nasceu num casinhoto em Santa Comba (Dão).
39 anos! Trinta e nove anos, desde que o processo começado por uma heróica cadeira de lona se produziu no facto típico morte, cadeira essa que tomou a seu cargo o fim de um regime que em nada contribuiu para o avanço de Portugal, sendo apenas uma continuação do (triste) reviralho da 1ª República.
Pergunta o camarada e amigo Gui von Cupper no fim do seu post se “em 35 anos de democracia alguém fez tanto pelos interesses de Portugal , postos inclusive acima dos pessoais, como Salazar?”
Tenho de responder com um taxativo “Não!”, acrescentando ainda a palavra: “felizmente”, sendo a resposta completa: “Não, felizmente que não!”
Para as mentes que agora se indagam, passo a explicar. A Democracia tem uma diferença, e apenas uma, do regime autocrático*: a liberdade de pensar de forma diferente, e fazer valer esses ideais sem ter medo de ser prejudicado por aquilo em que se acredita. Ora, a Democracia vive da discussão, do confronto, do debate, pelo que para que este sangue democrático aconteça não pode existir uma figura de proa que polarize e centre em si a acção política. Assim, está bom de ver que, um dos maiores inimigos da Democracia é a não existência de políticos de qualidade que dêem vida ao confronto político de onde surgirá a ideia que melhor servirá a nação portuguesa. Então, não é de difícil compreensão que a democracia seja um sistema totalmente hostil à existência de uma figura proeminente que deixe todas as outras na sua sombra.
Com Sal Azar, e na generalidade dos regimes de punho firme, nada disto houve. Houve sim, uma prepotência assente na ideia puramente fantasista de que um homem, um mero homem, se poderia comportar como um bondoso pai de uma nação, apenas deixando a sua filha seguir no trilho por ele escolhido.
Meramente a titulo de exemplo, as maiores edificações políticas humanas aconteceram todas em Democracia, apesar de nem sempre esta democracia ser explicita. As cidades-estado gregas prosperaram em redor do Mediterrâneo em Democracia. Roma nasceu e cresceu viçosa, enquanto era guiada por um Senado, que decidia democraticamente (curiosamente caiu aquando da concentração de poder no Imperador). A expansão portuguesa, na sua fase de glória e ímpeto, foi sempre decidida após conselho das cortes ao Rei (findou com a introdução da inquisição e do centralismo absoluto). O Império Britânico e a hegemonia Norte Americana são obvias demais para explicar, não?
Sei que é um cliché, mas não resisto a cá deixar a marca da ferradura de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, excepto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos."

Já agora que se fala dele, veja-se o que o Homem de dura natureza (dura como a terra em que nasceu) disse acerca dele ter batido a bota (mais propriamente botins, no caso em questão).

Coimbra, 27 de Julho de 1970 - Morreu Salazar. Mas tarde demais para ele e para nós, os que o combatíamos. Para ele, porque não morreu em glória, como sempre deve ter esperado; para nós, porque o não vimos morrer na nossa raiva, na nossa humilhação, na nossa revolta. Viveu a frio conscientemente, envolto numa redoma de severidade gelada, a meter medo, e acabou por morrer a frio inconscientemente, numa preservada agonia amolecida, a meter dó. A doença desceu-o de super-homem a homem, e, a duração dela, de homem a farrapo humano. E, quando há pouco chegou a notícia de que se finara de vez, nenhum estremecimento abalou o país. Nem o dos partidários, nem o dos adversários. Para uns, a sombra definitiva do cadáver sobrepôs-se apenas à bruxuleante luz do ídolo; para os outros, o sentimento de piedade cobriu cristãmente o ressentimento sectário. A obra de domesticação nacional estava realizada há muito por uma tenacidade dominadora que utilizava apenas as qualidades negativas do português, e não tinha outra sabedoria do tempo senão a lição da rotina sancionada nos códigos do passado. A fome de aventura, a inquietação da liberdade, o alento da esperança, o orgulho, o brio, a alegria e a coragem - tudo fora sistemática e impiedosamente apagado na lembrança da grei. Daí que se não vislumbrem quaisquer sinais de tristeza aterrada, e, menos ainda, de euforia redentora. A nação inteira passou, sem qualquer sobressalto, de respirar monotonamente com ditador, a respirar monotonamente sem ele.
Miguel Torga in Diário XI, edição do Autor, 2.ª edição revista, 1991 – 1.ª edição de 1973
* é obvio que a democracia não tem apenas uma diferença da ditadura, mas no post não vêem ao caso.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cá está ele!


O grande líder da tribo dos Apaches.

Sempre em sua defesa!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O oftalmologista das cozinhas

O círculo celestial tem um novo inclino. Aliás, tem mais cinco residentes, dos quais por cá só se falou de D. Nuno.
Ora, ao que se sabe, O Condestável curou Guilhermina de Jesus que havia frigido uma córnea com óleo fritar peixe por hora do almoço (a curiosidade leva-me a perguntar qual seria o acompanhamento de tal iguaria), através da intercessão junto do divino salvador.
Tenhamos em atenção o seguinte: a ferida havia sido feita com óleo, e óleo é uma palavra que representa o suco da azeitona (ou oliva em latim) após a devida extração e alteração quimica, ou seja, óleo é nada mias nada menos que azeite.
Condestável é uma marca de azeites, logo é totalmente compreensível que este milagre se encontre na área de atribuições do visado, pelo que nada me surpreende a cura em questão, podendo nós por este motivo considerar o santo como um especialista na questão.
.
Mas porque razão fazer d'O Condestável santo? Segundo José Pereira Sant’Anna , coronista carmelita, o milagre só por si não é a razão principal, mas sim o facto de a "vida de virtudes de D. Nuno, essa sim, digna de santidade", daqui extraem-se duas razões possíveis:
  1. A circunstancia de D. Nuno ter destribuido uns tabefes nuns castelhanos que se armaram em espertos pelas bandas de Aljubarrota;
  2. A bondade e abenegação a votou a sua vida nos seus anos finais.

Se se escolher a primeira razão, permitam-me o pedido directo ao Vaticano, para que se beatifique e posteriormente se canonize Pepe, defesa central luso-brasileiro do Real de Madrid e da Seleção nacional, pois também este arrefinfou dois/três chutos num espanhol, aqui há uns dias.

Se a razão é a segunda, venho por este meio pedir a minha própria beatificação e respectiva canonização, que em meados do mês de Maio de 2001, sensivelmente às 13.45h, salvei o meu colega de nome Rubén Lança de ser espalmado pelo 14 dos TCB enquanto passávamos na "passagem estreita", cita no Lavradio (true story! mesmo)

As coisas que ele (o Zé) sabe!

"...é um telejornal travestido!" , José Socrates na sua última entrevista à RTP.



Traveca ou não, só o Moniz sabe. Mas cá p'ra mim, cá p'ra mim há dúvida razoável...

sábado, 25 de abril de 2009

Comunicado

Às 04h26 o locutor Joaquim Furtado fazia a leitura do primeiro comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português.



25 de Abril - Comunicado do Posto de Comando do MFA.mp3 -

Senha 2

Contra-Senha. É dada a luz-verde para o inicio das operações.
A música de Zeca Afonso é escolhida como acto de desafio e para marcar a rotura. É posta no ar pelo locutor Leite de Vasconcelos, no programa Limite da Rádio Renascença.
As colunas motorizadas iniciam a sua marcha em direcção aos teatros de operações pré-definidos


[Jose_Afonso]15)Grandola_vila_morena.mp3 - José Afonso

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Senha 1

Neste preciso momento, há 35 anos atrás, Luís Filipe Costa, radialista encarregue deste horário nos Emissores Associados De Lisboa, fazia tocar a música E Depois Do Adeus, de Paulo de Carvalho.
Esta música serviu como primeira comunicação entre os oficiais, determinando que todos se deviam encontrar preparados para a saída dos seus regimentos em direção aos pontos estratégicos previamente estabelecidos.


E depois do adeus - Paulo de Carvalho

segunda-feira, 30 de março de 2009

mé...


Dedicado ao carneirismo que por aí se vê, felizmente ainda não neste blog.

sábado, 28 de março de 2009

Afinal havia outro...

...modo de pensar na igreja católica. Ele anda lá escondido, sorrateiro, fazendo apenas pequenas sortidas tímidas incapazes de serem uma verdadeira evolução.

O bispo de Viseu (a terra do Dani que vai trazer chocolate da Suiça) saiu a terreiro para defender o uso de preservativo por infectados com o HIV que mantenham uma vida sexual activa. Nas suas palavras (santas palavras.lol) existe um dever moral de não transmitir o bicho da sida para um incauto terceiro adquirente, sendo o preservativo não só aconselhável como eticamente obrigatório.
Antes, já o bispo das Forças Armadas tinha usado da palavra, dizendo que não consentir o uso do preservativo é consentir na morte de muitas pessoas, tendo terminado ainda com uma bela pièce de résistance considerando que as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas (ponham-se as "" onde por bem se achar, que a mim não me apetece).


Ah, e promovam lá um destes dois tipos a cardeal, p'ra ver se ele chega a papa, é que já lá falta um que tenha a moleirinha em bom estado

sexta-feira, 27 de março de 2009


Neste blog vai um comer e calar que mete dó... (que a carapuça sirva a quem por bem se achar destinatário)

sexta-feira, 20 de março de 2009

O grupo parlamentar do PS propõe o nome do nosso mui querido, venerado, admirado e amado Professor Jorge Miranda, para o cargo vago de Provedor de Justiça da República Portuguesa, cargo o qual se encontra vago há já 8 meses, desde que terminou o mandato de Henrique Nascimento Rodrigues. O Profeesor dispôs-se a aceitar o cargo, mediante a um consenso de 2/3 dos Deputados da nação.

Assim, assiste-se à resolução de dois eminentes problemas:
  • o funcionamento regular de uma das mais importantes (e desprezada) instituições das Democracias modernas;

  • a facilitação da vida em inumeros aspectos, nomeadamento os que se prendem com a análise e sistematização da Constituição da República Islâmica do Irão, a alunos do 1º ano da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Já que por músicas num blog é (alegadamente) rabeta...

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Aqui havia um post temporário, e devido à sua natureza temporária, agora já não 'tá cá.
Foi-se, ardeu!
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