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sábado, 16 de maio de 2009

Ao que parece, Steven Pearlstein, prémio Pulitzer de 2008 escreveu o seguinte numa sua coluna de opinião:


"In Portugal, as in America, a 'Third Way' Is Reemerging

You can easily imagine the popular story line that plays out daily in thepolitics of much of Western Europe. It's the one about bankers and money managers in New York and London who got rich by playing fast and loose withother people's money, under the eyes of regulators so blinded by their faithin markets that they couldn't spot a con game going on right under their noses.

And what makes it all the more galling to Western Europeans is how easilythis plague of greed and deregulation so easily crossed the Atlantic, sending their own economies into a recession that is expected to be deeperand longer than it will be where it all began.

Sitting in his office last week, José Sócrates, the prime minister of Portugal, joked as he recalled the day last September when he first learned about "this thing they call a subprime loan." As head of this country's nominally socialist party, Sócrates spent the previous four years reducingthe size of Portugal's government, taming its runaway budget deficit, challenging labor unions and deregulating its markets. And what is hisreward? An economic crisis that has once again put the country in a fiscal bind and boosted the polling numbers of Portugal's Communist Party.

There are similar tales to be told across the continent. In France, top executives have been taken hostage by workers demanding that layoff noticesbe rescinded. In Sweden and Switzerland, companies have revoked pay packagesfor top executives in response to public outcry. And just last week, the European Union unveiled new regulations that have the hedge funds howling. Everywhere, there are calls for higher taxes on the rich, with the British government proposing to raise the top marginal rate to 50 percent from 40 percent.

"In terms of further market liberalization, I would say the window ofopportunity is now closed," Christine Lagarde, France's reform-minded finance minister, told reporters recently in Washington.

Given the circumstances -- unemployment as high as 17 percent in Spain, exports off 20 percent in Germany, house prices off 40 percent in Ireland --none of this is surprising. But the real story in Europe may be how firmly market liberalization seems to have taken hold. Not only have there beenfew, if any, calls for re-nationalizations, but some countries are still moving toward privatization and deregulation. Instances of protectionism are outweighed by the examples of cross-border mergers and acquisitions that have been accepted as a matter of course -- Fiat's designs on GM's Opel,based in Germany, is the latest. And in the face of international calls for additional fiscal stimulus, both governments and voters have been reluctantto borrow and spend their way out of this recession.

Here in Portugal, for example, huge teacher demonstrations recently shutdown the capital but failed to derail Sócrates's plan to require annual evaluations of instructors in a public school system that has some of the highest costs, and lowest test results, in Europe.

And Americans would do well to consider Portugal's plan to put its Social Security on a more sustainable footing by linking the retirement age to life expectancy while still giving people the choice to retire at 65 with slightly lower benefits.

Perhaps the best example of Portugal's market-based approach to its economic problems is its big push toward renewable energy.

To harness the wind, Economy Minister Manuel Pinho set out to move thecountry beyond small, subsidized wind farms to create an industry big enoughto achieve economies of scale, invest seriously in research and development, and attract billions of dollars in capital. The incentive came in the formof huge long-term transmission contracts that assured investors that therewould be a market for the power at a guaranteed price, determined in an openand competitive auction. The hitch was that winners were required to manufacture a certain percentage of the windmills and the turbines in Portugal. A number of big European companies have now set up shop here.

Pinho took a similar approach to hydroelectric power, putting up forcompetitive bid long-term licenses to build and operate a dozen new orexpanded dams. Bidders can also extend the life of the licenses if they agree to enter long-term contracts to buy nighttime power from the country's wind producers and use it to pump water from reservoirs below the dams backup to the reservoirs above. Energy gets stored during those hours when demand is low and used the next day when demand is at its peak.

What's noteworthy is that all this was done without a government subsidy andwithout favoring the country's former electric monopoly, EDP, in which the government continues to hold a minority stake. Indeed, EDP has been buyingor building renewable-energy assets across Europe, in Brazil and in theUnited States. The spinoff of its renewable-energy division was the biggest IPO in Europe last year and is now the world's fourth-largest renewable-energy producer.

Back in the days of Bill Clinton and Tony Blair, there was a lot of loose talk about a "third way" that would combine the best features of Anglo-American capitalism with the social and economic safety net prevalentin Europe. If Portugal is any indication, Europe has been moving in fits and starts toward market capitalism ever since. Now that Barack Obama has becomethe most popular politician in Europe and his administration back home isintent on increasing the profile of a more-competent government in theworkings of the American economy, a convergence seems possible once again."


in Washington Post
Engraçados estes jornalistas estrangeiros...
Em vez de se porem com pseudo-investigações, de onde se desencantam dvd's, licenciaturas e afins, preferem fazer uma coisa de nome jornalismo... vá-se lá entender esta gente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Historic Day parte 2




"Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de deixar de lado as coisas infantis. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade."

Um discurso de esperança sem dúvida..

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Grande Quiz Bonafidense I

Quem disse a frase...? :

"E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".

a) Antunes Varela;
b) Manuela Ferreira Leite;
c) António de Oliveira Salazar;
d) Álvaro Cunhal.
iuqa atrec atsopser (ler com um espelho!)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Já com um ano (ou coisa que o valha) de atraso...

Cheira-me que construir um aeroporto grande com'ó raio no meio de sitio nenhum onde há uma base da FAP, não é o melhor dos investimentos...
Olhem para o aeroporto de Atenas e vejam se me entendem...
Se calhar dois aeroportos mais "piqninos" não estava mal pensado, mas isto sou eu que digo...

Esquizofrenia

Estes tipos têm a sua piada...

Fala-se em alargar o terminal de contentores do Porto de Lisboa, ali em Alfama, mesmo aos pés da ponte. Fala-se também em impugnar essa decisão, com base numa alegada falta de concurso público (deixa lá ir ver ao Marcelo o que é que isso é...), e num alegado corte entre a cidade e o rio, devido à muralha de aço (Força, Força, Camarada Vasco...).

Ora vamos lá ver, que se saiba, o terminal vai ser alargado para dentro da cidade, ou seja, não forma uma espécie de parede como se diz. Irão haver também obras de modernização (seja o que isso for...) que vizarão trazer aquela infra-estrutura para o sec. XXI, nomeadamente com uma linha de caminho-de-ferro ligada à linha de Sintra, e com outras maravilhas tecnológicas Made In Taiwan (que é de onde vêm as maravilhas tecnológicas).

Será que por se reservar certa área delimitada para a armazenagem de contentores se corta a ligação, (ligação essa que longe de ser exclusivamente visual é afectiva) entre a urbe e o riu?
Em tempos de crise (dizem...) não será de bom senso atrair investimento para uma área onde Portugal é naturalmente privilegiado?

domingo, 26 de outubro de 2008

Há coisas que têm o seu 'quê' de ironia.
Antes, martelavam o juízo à Manelita para que ela falasse, emitisse opiniões e apresentasse soluções. Agora que ela o faz, chegou-se à conclusão que o seu silêncio tinha razão de ser.
Acontece que no seu caso, o silêncio, longe de ser de ouro, é melhor que o disparate.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Pamplona Corte-Real esmaga Marcelo, Miranda e Medeiros.

Assunto: convivência entre a Constituição e a lei ordinária que não autoriza casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

"Carlos Pamplona Corte-Real, que esta tarde foi orador na audição parlamentar do Bloco de Esquerda sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo disse que é incompreensível que o Código Civil continue a só permitir a união de pessoas de sexo diferente.

Corte-Real, co-autor do livro Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, considerou «espúria, irracional e aberrante» a actual proibição de casamentos gay no Código Civil, face à norma da Constituição da República que não permite discriminações em razão da orientação sexual.

O professor de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa atacou as posições dos principais constitucionalistas portugueses, por considerarem admissível que apenas existam casamentos entre pessoas de sexo diferente.

Corte-Real disse que a interpretação «historicista» de Jorge Miranda e Rui Medeiros é «absurda». E considerou inadmissível a posição de Vital Moreira e Gomes Canotilho, que disse ser «um cheque em branco» ao legislador ordinário

«Acho isto extraordinário em matéria de direitos fundamentais, vindo de constitucionalistas», afirmou.

O professor considerou ainda «insidiosa» a posição de quem admite as uniões gay desde que se não lhes chame casamentos, mas uma «coisa diferente». «Marcelo Rebelo de Sousa defende esta tese», disse Corte-Real, considerando-a como «uma discriminação ainda mais grave: discriminação no nome». "

Fonte: SOl

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PNR não desiste...





PNR afixa novo cartaz contra a imigração.


Já não há paciência para tantos extremismos...

fonte: Diário de notícias

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Universidade/Dinheiro

"O Senado da Universidade de Lisboa acusa o Governo de sugerir às universidades "práticas desresponsabilizantes de sub-orçamentação" e medidas de "comercialização do ensino", numa deliberação em que alerta para a situação financeira "dramática" em que a instituição se encontra."
RTP

Não percebo, para onde vão as nossas propinas? As transferências de verbas do Governo para a universidade podem até ter diminuido, mas quanto a mim o problema é mais grave - pouco rigor na utilização do dinheiro.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Código do Trabalho aprovado com votos contra de Manuel Alegre e de outros três socialistas!

Fonte: Sol

--

Eu tenho dito: Manuel Alegre é o único homem sério do PS. Basta ver as razões para ter votado contra. Coerencia. Algo que falta aos politicos nacionais.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quem a viu e quem a vê!

"Costa dá pastas a Roseta na Câmara de Lisboa"

Fonte:SOL

terça-feira, 18 de março de 2008

Sem comentários.


sexta-feira, 14 de março de 2008

Nestes últimos tempos, tem havido um assunto transversal na sociedade deste belo manicómio à beira mar plantado. A criação e extinção de partidos políticos.

Começe-se pela extinção. Tendo por base a Lei Orgânica dos Partidos que data do ano da graça de 2003. Entre outras coisas, a lei estatuía no seu artigo 18º (Extinção legal), nº1 'b que: "[O Tribunal Constitucional pode decretar a extinção caso se dê a] Redução do número de filiados a menos de 5000".
Ora, em termos conceptuais está bem pensado, porque menos de 5000 filiados até se pode considerar que não representam a totalidade da sociedade portuguesa, na sua diversidade e heterogenidade. Levanta-se então uma questão: qual a justiça democrática de não permitir a existência de um partido, baseando-nos apenas num critério de número de filiados?
Eu penso que será de todo o interesse haver a maior diversidade de forças políticas sem restrição de números de filiados, ou representação geográfica, porque desde logo estarão protegidas todas as formas de pensar e de orientação ideológica, sem restrições nem objecções, que não as legais. É ainda, no meu entender, um sinal de vitalidade e energia democrática a existência de inumeros partidos políticos numa sociedade que deve, tendêncialmente, caminhar para a liberdade consciente, por oposição à libertinagem (que é coisa de sindicatos).


Por contraponto, tem-se também falado insistentemente na criação de novos partidos, da esquerda à direita, passando até pelo meio-campo. Na minha opinião, isso é de salutar, porque demonstra uma vontade de dar impulso ao país, já que não com acção, ao menos com discussão, e a discussão é sempre motor do progresso, desde que seja uma discussão apoiada em argumentos sólidos, de razão e inteligência. Agora discussões acerca de pequenas querelas, questões pessoais e desentendimentos pontuais, isso para mim é moldura do quadro chamado política.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Entrevista (comentada)


«É um modelo exequível, que respeita as melhores práticas internacionais, que os protege [os professores], que lhes dá mais vantagens» , referiu a titular da pasta da Educação, em entrevista quinta-feira à noite na RTP1.


Se assim é, porque tanta discussão? Se é um modelo que os protege só deveriam estar contentes, pelo curso normal das coisas não? Bom, no fundo, se calhar não é bem assim... A meu ver é aquilo que chamamos o 2 em 1... o aluno ameaça o prof, este para não ser magoado dá-lhe um 5, e, no fim, este 5 conduz a um excelente ao prof. Em suma, sai a ganhar dando boa nota a quem não tem capacidade para tal... humm, o proteger só pode ser neste sentido. Continuemos...


Na entrevista à RTP1, a ministra da Educação rejeitou o adiamento da aplicação dos sistema de avaliação dos professores, que está a ser contestado em manifestações dos docentes, que se encontram sábado em Lisboa, afirmando que o modelo proposto é melhor do que está a ser negociado com os sindicatos da Função Pública.


Eu não queria ser malandro, mas cheira-me que ela gosta de arranjar problemas... Isto é aquilo a que chamo "I want to be the special one".


Sobre a onda de contestação dos docentes, a governante acusou os partidos políticos da oposição de se «colarem» aos protestos, aos sindicatos, considerando haver «evidentemente manipulação, aproveitamento político».


Comentário escusado. Quando tiveste na oposição não fizeste o mesmo noutras matérias? Sabe bem não sabe? Rires-te dos outros enquanto são contestados, mas agora riem-se de ti.=)


Contudo, admitiu também existirem «professores do Partido Socialista descontentes».


Bom, isto já é grave. Ou consideras uma conquista também? É preciso classe para afastar os próprios apoiantes.... cheira-me que isto vai mesmo mau.


«Há professores descontentes, que desconfiam do modelo. Mas apelo a que confiem nas escolas» , disse Maria de Lurdes Rodrigues, advogando que a contestação é fruto de «muita desinformação».


Confiar nas escolas? Li bem? Confiar nas escolas? Escolas portuguesas? Aquelas que se moderniza enviando computadores para lá? A falta de desinformação lá será culpa de quem?


Em suma, chamem o Wally e decapitem-o.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Lembrei-me,
E se os jornais portugueses declarassem a inclinação política das suas redações? Seria assim tão mau, que determinada publicação fosse apoiante de determinada corrente de opinião?


Do meu ponto de vista, possivelmente errado, seria muito mais democrático (e agora é moda ser-se democrático, tanto que até o AJJ diz que é mais democrático que o Governo da República!) defenir-se a linha editorial de forma aberta e honesta, em vez de "repartir o mal pelas aldeias". Obtinha-se uma situação muito mais clara, em que o leitor sabia à partida o tipo de jornal que comprava e o tipo de notícias que lá estariam.


Não servindo de argumento, a maioria das imprensas ocidentais segue esta política, na Escandinavia, tão cara ao nosso governo, passando pela Alemanha social democrata, acabando na Rússia do P.C.


Mas isto é só uma opinião, e não vale mais que qualquer outra.

terça-feira, 4 de março de 2008

(clicar para ampliar!)

Lembro-me de ir ao circo em criança. Lembro-me particularmente de uma vez em que o circo acentando arraiais no descampado junto à escola, anunciava "O Maior Urso do Mundo!" entre outras maravilhas vindas directamente da estepes geladas da Rússia e dos confins da Turquia. Anunciavam também um pequeno chinês, mestre na arte do jogo da vermelhinha. Dessa vez, o meu pai levou-me a ver uma das sessões do circo. Lá dentro, tudo brilhava e parecia novo. A sessão começa. Bailarinas caminham em arames, acrobatas saltam de trapézio em trapézio, palhaços (e quantos não havia nesse circo, todos ricos, curioso...) brincavam aos doutos Doutores. Era a festa da ilusão! Tudo se desenrola até que chega a hora do numero maior, o Urso e as suas habilidades. O Urso entra na arena coberta de flashes, no entanto, não com o tratador mas com o chinês da vermelhinha. Espanto geral! O urso fazia habilidades recambolescas de modo a não cair de um pequeno monociclo, o chinês usava dos mais velhos truqes para ter os olhos do público sobre ele. E o espectáculo subia de tom! Sempre e cada vez mais, mais acrobacias, mais truques. Os artistas demonstravam ja cansaço, o cansaço típico de quem sabia ser o seu numero, um numero falso. E eis que chega a hora do grand finale, rufam os tambores... e uma explosão! Uma explosão de fumo, nada mais que fumo, aliás, só fumo. E o número acaba, sem Urso, sem chinês. Nada.

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Esta pequena historieta não passa de uma analogia (por pior construída que esteja) do que, no meu entender, acontecerá com a polémica Paulo Portas-Jaime Silva e com a entrada em cena do triste Garcia Pereira.