domingo, 10 de maio de 2009

Diário de uma Condutora Loira


Querido Diário

Passei no exame de condução! Posso agora conduzir o meu próprio automóvel, sem ter de ouvir as recomendações dos instrutores, sempre a dizerem-me “por ai é sentido proibido!” ”Vamos em contra mão!”, “Olha a velhinha! “Trava! Trava!”, e outras coisas do género. Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio…

8 de Janeiro

A Escola de Condução fez-me uma festa de despedida. Os instrutores nem querem der aulas. Um deles disse que ia à missa, julgo que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carta não merecia tal exagero.

12 Janeiro

Comprei carro, infelizmente tive que deixar o carro no concessionário, para substituir o pára-choques traseiro, pois quando tentei sair, meti marcha-atrás em vez da primeira. Deve ser falta de prática.
Há uma semana que não conduzo!

14 Janeiro

Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair do “Stand”, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma ideia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos a buzinar como num casamento..
Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 à Hora. Os outros gostaram buzinando ainda mais.

22 de Janeiro

Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em grandes letras: “ATENÇÃO ÀS MANOBRAS “, marcaram com tinta branca um lugar bem espaçoso para eu estacionar e proibiram os filhos de sair a rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo…

31 de Janeiro

Os outros automobilistas estão sempre a buzinar e acenar-me. Acho isso simpático, embora um pouco perigoso. É que um deles apontou para o céu com o dedo espetado. Quando procurei ver o que me apontava, quase que bati. Valeu que eu ia a minha velocidade de cruzeiro de 10 à Hora.

10 de Fevereiro

Os outros automobilistas tem hábitos estranhos. Para além de acenarem muito, estão sempre a gritar. Não os ouço, por ter os vidros fechados, mas julgo que me querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido um a dizer “Vai para Casa “. A ser verdade, é espantoso. Não sei como ele adivinhou para onde eu ia. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão de abrir os vidros vou tirar muitas dúvidas.

19 de Fevereiro

A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje a minha 1ª condução nocturna e tive de andar sempre nos máximos, para ver convenientemente. Todos os automobilistas com quem me cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram os máximos e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham. Só não percebi a razão das buzinadelas. Talvez para espantar qualquer cão ou gato. Sei lá…

26 de Fevereiro

Hoje tive um acidente… Entrei numa rotunda, e como havia muitos automóveis (não quero exagerar, mas deviam ser, no mínimo, uns quatro), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e fui chocar com o monumento ao centro da rotunda. Acho que deviam limitar a circulação nas rotundas a um carro de cada vez.

3 de Março

Estou em maré de azar. Fui buscar o carro à oficina e, logo a saída troquei os pés, acelerando a fundo em vez de travar. Abalroei um carro que ia a passar, amassando-lhe todo o lado direito. O automobilista era, por coincidência, o engenheiro que me fez o exame de condução. Um bom homem, sem duvida. Insisti em dizer-lhe que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir: “Que Deus me perdoe! Que Deus me perdoe!”.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A TVI está a fazer a extracção em directo do Euromilhões...

cujos números foram anunciados há uns 20 minutos na SIC!

Nova decoração "fashion" fdlliana


Para já estes belos meninos estão no estado que estes se encontram, ou seja a enfeitar e a fazer de conta que somos todos ricos, é que parece que os gajos se multiplicam pela faculdade que é uma coisa doida... e que tal começarem ( assim só para um princípio mais decente) a pôr quadros novos, é que já nem digo mesas e cadeiras novas, que já é abusar, tendo em conta o pouco orçamento que as faculdades em geral têm (ahh risada), é que há deles que devem ser mais velhos que o jomi pela certa, o que torna a tentativa de "escrevinhar" algo quase impossível, bem isso só sou eu a dizer claro.

Bem vamos ver quanto tempo este belos ornamentos vão estar em stand by, humm palpites?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aqui fica mais uma das minhas preferidas

Sousa Cintra, o presidente mais matarruano da história do futebol português!



Aqui está a comprovação!

Espaço novos autores:

Já que etamos em época de feira do livro, cá está, texto de um, as I hope, futuro blogger a juntar em breve a esta trupe blogoesférica
“FreePortugal”
Antes de mais, quero partilhar uma coisa convosco. Sou português! É verdade! Depois de cerca de cinco anos de fatigantes de idas ao SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras), de horas intermináveis de espera, de muito dinheiro gasto em burocracias, insistência e de muita paciência, finalmente naturalizei-me! É incrível como este vosso país, que agora também é meu, fecha a porta a pessoas de bem, tipos como eu, por exemplo..lol. O certo é que elas se abriram. Mas a que custo? Nem fazem ideia. O que mais me espanta é que existem certas situações às quais este vosso país, melhor, nosso país, tem prazer e orgulho em deixar as portas abertas. Aliás, deixa-as “escancaradas” e gaba-se disso. Querem ver? Sócrates.Não, não é esse. É o outro. Aquele senhor que se diz engenheiro não sei bem do quê, que autorizou a construção de um centro comercial numa zona protegida, quando ministro do ambiente, por DINHEIRO. Isso mesmo, dinheiro, nada mais. Ele diz que é calúnia. Eu chamo a isso CORRUPÇÃO. Qual ambiente, qual interesse nacional? E o pior é que a coisa foi “abafada”.Como, perguntam vocês. Simples: atribuem-se uma promoções aqui, aumentos de salários ali, pressionam-se uns quantos magistrados.E eu que pensava que os órgaos de suberania eram independentes! E o que é que o nosso país fez? Abriu as portas ao “engenhoso engenheiro”. Ele é agora o nosso Primeiro Ministro. É o mesmo que estar a dar-lhe os parabéns pela malandragem que fez. Agora já sabem que, para se ser promovido neste país, têm de ser bandido. “Porreiro pra, quem, pá?

Outra situação – o caso Madie. Aqui não passamos de meros espectadores. Ficámos impávidos e serenos a ver os ingleses trabalharem. Os tipos mandaram e desmandaram como puderam e foram-se embora. Em relação aos “camones” sempre foi assim. E ainda nos gabámos de ter uma boa relação com eles quando nos tratam como se fossemos uma país do terceiro mundo. Só não o assumem publicamente porque somos europeus. Ainda não sei em que acreditar, se na (in)justiça deles ou se (in)competência das nossas autoridades juduciárias.

Uma última situação: a passagem, na Base Das Lages, da aeronave da CIA que transportava prisioneiros para o Guantánamo. Sabem o que é Guantánomo? Guantánamo é o sinónimo de violação dos Direitos do Homem. Isto é grave! Ainda que há gente com cabeça para pôr termo àquele buraco imundo, onde a dignidade humana era constantemente posta em causa. Thank you, Obama!

É este o Portugal que temos. Uma autêntica República das Bananas, onde o que impera é a lei do mais forte.

Às vezes dou comigo a pensar...”no que é que eu me fui meter?” Mas depois também penso que tenho muito orgulho em ser português. Isto não é assim tão mau como parece. Também há coisas boas. “shit”! Afinal não há. Só agora é que dei conta de que o FCP vai ser campeão outra vez!
Andiciley Antunes

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A biblioteca particular de Pacheco Pereira.

Hoje, no Público, a biblioteca de José Pacheco Pereira. É a chamada 'epheméride'. Está de parabéns, como de costume:

2012

Alvo de grandes discussões, alvo de longas conversas com o companheiro FNL. Deu-me a conhecer a profecia, e agora temos aqui um filme que tenta retratá-la... não sei se é fiel ou não, mas uma pesquisa rápida diz-me ser uma grande produção, que visa assustar as pessoas tal como tantos outros o fizeram para o fim do mundo em 2000...

Desafio-te caro amigo, a dares a conhecer a todos nós essa famosa profecia que ninguém melhor que tu a sabe contar...

john o grande!



Um dos melhores acusticos do grande john!

Amigos

Ontem reencontrei uma amiga que não via há já algum tempo, e senti-me verdadeiramente feliz.
Aqui fica algo para desanuviar um pouco o ambiente cisudo deste blog.

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do teu coração."

Shakespeare

O filho do Camilo.


João Nuno Lacerda Teixeira de Melo (Joane, Famalicão, onde mora, na rua Dr. Bernardino Machado, 25. Nasceu em 1966)

Jurista. Presidente da Comissão Política Distrital de Braga. Ex-presidente do Grupo Parlamentar do CDS/PP e vice-presidente da Associação Nacional dos Autarcas Populares. Actualmente, para além de Deputado, é Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão e exerce o cargo de deputado à Assembleia da República desde a VII Legislatura, sendo ainda Vice-Presidente do Parlamento.

(fonte: wikipédia, adaptado.)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tudo quanto é demais enjoa, e de modo a por um ponto final, ou pelo menos tentar (se me deixarem), venho tentar explicar o sentido da frase, completamente desinserida do contexto do post em questão.
É muito simples: o avanço, por comparação com uma Europa que havia sido devastada por uma guerra de onde resultaram cerca de 50 milhões de mortos, que não possuia (na altura em questão) colónias com a riqueza e diversidade de matérias-primas que por nós era detida, foi muito pequeno em relação ao que deveria ter sido. Se um governo democrático tinha feito melhor? Provavelmete sim, mas não tenho maneira de o comprovar... é apenas uma singela crença.
Já agora, acerca do excerto (excerto: "regime que em nada contribuiu para o avanço de Portugal, sendo apenas uma continuação do (triste) reviralho da 1ª República.") que muito foi criticado por saudosos de algo que, por eles, não poderá ser sentida falta, dado que nunca o conheceram, a minha intenção era falar da evolução política (nunca económica, que é matéria de que eu quase nada sei), evolução essa que foi, porém, uma regressão até aos tempos do sorumbático D. Miguel.

Apenas de modo a que fique claro; este post não se destina a pedir algum tipo de desculpa, ou fazer uma inflexão do que foi por mim escrito, pois continuo com a mesma férrea opinião.
Ainda que por alguma (insondável razão) houvesse lugar a desculpas, elas não se destinariam certamente a qualquer membro deste blog, pois se há coisa em que todos ombreamos é em autoridade moral de passar responsos uns aos outros.

domingo, 3 de maio de 2009

Não é só a incompetência do nosso Governo que faz rir os lideres europeus!



O Inglês técnico ficou bem compreendido!

Como levantar um Estado!



Aconselho a leitura. Para que todos possam aprender um pouco mais e não falar de cor de acordo com um sentimento anti-salazarista hoje incutido na nossa sociedade.

sábado, 2 de maio de 2009

Quem espera sempre alcança.


120 anos! Cento e vinte anos. Meio século e quase um quarto de outro, desde que o mais proeminente político do vigésimo centénio português nasceu num casinhoto em Santa Comba (Dão).
39 anos! Trinta e nove anos, desde que o processo começado por uma heróica cadeira de lona se produziu no facto típico morte, cadeira essa que tomou a seu cargo o fim de um regime que em nada contribuiu para o avanço de Portugal, sendo apenas uma continuação do (triste) reviralho da 1ª República.
Pergunta o camarada e amigo Gui von Cupper no fim do seu post se “em 35 anos de democracia alguém fez tanto pelos interesses de Portugal , postos inclusive acima dos pessoais, como Salazar?”
Tenho de responder com um taxativo “Não!”, acrescentando ainda a palavra: “felizmente”, sendo a resposta completa: “Não, felizmente que não!”
Para as mentes que agora se indagam, passo a explicar. A Democracia tem uma diferença, e apenas uma, do regime autocrático*: a liberdade de pensar de forma diferente, e fazer valer esses ideais sem ter medo de ser prejudicado por aquilo em que se acredita. Ora, a Democracia vive da discussão, do confronto, do debate, pelo que para que este sangue democrático aconteça não pode existir uma figura de proa que polarize e centre em si a acção política. Assim, está bom de ver que, um dos maiores inimigos da Democracia é a não existência de políticos de qualidade que dêem vida ao confronto político de onde surgirá a ideia que melhor servirá a nação portuguesa. Então, não é de difícil compreensão que a democracia seja um sistema totalmente hostil à existência de uma figura proeminente que deixe todas as outras na sua sombra.
Com Sal Azar, e na generalidade dos regimes de punho firme, nada disto houve. Houve sim, uma prepotência assente na ideia puramente fantasista de que um homem, um mero homem, se poderia comportar como um bondoso pai de uma nação, apenas deixando a sua filha seguir no trilho por ele escolhido.
Meramente a titulo de exemplo, as maiores edificações políticas humanas aconteceram todas em Democracia, apesar de nem sempre esta democracia ser explicita. As cidades-estado gregas prosperaram em redor do Mediterrâneo em Democracia. Roma nasceu e cresceu viçosa, enquanto era guiada por um Senado, que decidia democraticamente (curiosamente caiu aquando da concentração de poder no Imperador). A expansão portuguesa, na sua fase de glória e ímpeto, foi sempre decidida após conselho das cortes ao Rei (findou com a introdução da inquisição e do centralismo absoluto). O Império Britânico e a hegemonia Norte Americana são obvias demais para explicar, não?
Sei que é um cliché, mas não resisto a cá deixar a marca da ferradura de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, excepto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos."

Já agora que se fala dele, veja-se o que o Homem de dura natureza (dura como a terra em que nasceu) disse acerca dele ter batido a bota (mais propriamente botins, no caso em questão).

Coimbra, 27 de Julho de 1970 - Morreu Salazar. Mas tarde demais para ele e para nós, os que o combatíamos. Para ele, porque não morreu em glória, como sempre deve ter esperado; para nós, porque o não vimos morrer na nossa raiva, na nossa humilhação, na nossa revolta. Viveu a frio conscientemente, envolto numa redoma de severidade gelada, a meter medo, e acabou por morrer a frio inconscientemente, numa preservada agonia amolecida, a meter dó. A doença desceu-o de super-homem a homem, e, a duração dela, de homem a farrapo humano. E, quando há pouco chegou a notícia de que se finara de vez, nenhum estremecimento abalou o país. Nem o dos partidários, nem o dos adversários. Para uns, a sombra definitiva do cadáver sobrepôs-se apenas à bruxuleante luz do ídolo; para os outros, o sentimento de piedade cobriu cristãmente o ressentimento sectário. A obra de domesticação nacional estava realizada há muito por uma tenacidade dominadora que utilizava apenas as qualidades negativas do português, e não tinha outra sabedoria do tempo senão a lição da rotina sancionada nos códigos do passado. A fome de aventura, a inquietação da liberdade, o alento da esperança, o orgulho, o brio, a alegria e a coragem - tudo fora sistemática e impiedosamente apagado na lembrança da grei. Daí que se não vislumbrem quaisquer sinais de tristeza aterrada, e, menos ainda, de euforia redentora. A nação inteira passou, sem qualquer sobressalto, de respirar monotonamente com ditador, a respirar monotonamente sem ele.
Miguel Torga in Diário XI, edição do Autor, 2.ª edição revista, 1991 – 1.ª edição de 1973
* é obvio que a democracia não tem apenas uma diferença da ditadura, mas no post não vêem ao caso.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

120 anos!



Gostaria apenas de fazer uma breve referência ao passado dia 28 de Abril, dia esse em que se celebraram os 120 anos do nascimento do Professor Dr. António de Oliveira Salazar. Citando o Professor Jaime Nogueira Pinto: '' Só devemos chorar os mortos se os não merecermos. Só devemos chorar Salazar, se por nosso desânimo, medo, fraqueza, inércia, por nossa culpa, Portugal for mais pequeno que o que nos legou; se o erro, a mentira, o oportunismo, a decadência, a abdicação triunfarem; se a integridade da soberania for atingida e, se a Nação perecer, então sim, devemos chorar o Homem, porque lhe desbaratámos a Obra, e viveu e morreu em vão.
Mas tal não há-de suceder. Agora que ele se foi definitivamente, o Futuro de todos pertence mais a cada um. Tomemos pois em nossas mãos o que ficou, o que é bom e merece amor. E vamos amar mais e querer com mais força o que está por fazer. E vamos continuá-lo. E merecê-lo. Para que nunca tenhamos de o chorar.''
Para terminar apenas deixar uma pergunta. Quem é que em 35 anos de democracia fez tanto pelos interesses de Portugal , postos inclusive acima dos pessoais, como Salazar? Espero que alguém me responda...

Terrorismo Politico




Como primeiro post ,depois de longa ausência minha deste blog, gostaria de escrever um pouco acerca de uma situacão que desde há alguns dias para cá me tem vindo a incomodar.
Em primeiro lugar, para quem não sabe, passo a explicar quem é Otelo Saraiva de Carvalho. Otelo Saraiva de Carvalho é apenas e só um dos autores de uma das páginas mais negras da história portuguesa na minha opinião(sem dúvida o período do PREC no seu conjunto e o período que se seguiu à implantação da República estão empatados numa escala de podridão).Otelo ficou para sempre ligado à vergonha que foram as FP-25 de Abril.
Em 1985, tendo sido julgado e condenado em tribunal, foi preso pelo seu papel na liderança das FP-25 de Abril, responsáveis pelo assassinato de 17 pessoas nos anos 80.Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória.
Em 1996 a Assembleia da República aprovou o indulto, seguido de uma amnistia para os presos do Caso FP-25.Para quem não sabe as FP-25 foram uma organização terrorista de extrema-esquerda que operou em Portugal entre 1980 e 1987 matando 17 pessoas e estando também envolvidos em diversos assaltos.
Como referiu recentemente Paulo Portas «um Estado de direito não desculpabiliza a utilização do terrorismo.
Como conclusão referir então que embora já nada me espanta, esta promoção aprovada pelo Governo de Otelo a Tenente-Coronel é uma afronta a tudo o que para mim a expressão Estado de Direito representa.Pena que só Paulo Portas tenha tido a coragem de mostrar a sua indignação...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Porque hoje nos brindou com a sua presença e boa disposição

Professor Zeno Veloso

Bem lá genica e expressividade não lhe faltam, apesar da idade. De chorar a rir com um devido respeito...

Cá fica um breve apontamento sobre este ilustre jurista.

Bacharelou-se em Direito, em 1969, sendo o orador da turma. É professor de Direito Civil e de Direito Constitucional aplicado na Universidade da Amazônia – UNAMA e na Universidade Federal do Pará – UFPa. Notório Saber reconhecido pela Universidade Federal do Pará. Doutor Honoris Causa da Universidade da Amazônia. Participou da Comissão de Juristas, designada pelo Ministério da Justiça, presidida pelo professor Silvio Rodrigues, que redigiu o Anteprojeto das Leis de Família e Sucessões. Integrou o grupo de professores que assessorou o deputado Ricardo Fiúza, Relator-Geral do Projeto de Código Civil, na fase final de tramitação do mesmo na Câmara dos Deputados. Assessor da 2a Vice-Presidência da Assembléia Nacional Constituinte, em Brasília. Relator-Geral da Assembléia Constituinte do Estado do Pará. Membro fundador e diretor – regional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM. Membro fundador do Colégio Notarial do Brasil. Membro fundador da Academia Paraense de Letras Jurídicas. Comendador da Ordem do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Cidadão Honorário do Estado do Amapá. Membro da Academia Paraense de Letras. Sócio do Instituto dos Advogados Brasileiros. Membro do Instituto Pimenta Bueno – São Paulo. Membro do Instituto Luso – Brasileiro de Direito Comparado – Rio de Janeiro. Autor de anteprojetos parciais da Constituição do Estado do Pará e da Constituição do Estado do Amapá. Foi Secretário de Justiça do Estado do Pará e Secretário de Assuntos Jurídicos do Município de Belém.

Vê lá como te Portas, Miguel!


(A biografia de Miguel Portas será acrescentada futuramente.)

bonaefidensisses

terça-feira, 28 de abril de 2009

Como se fosse ontem.




Lembro-me como se fosse ontem. Lembro-me de entrar no Centro Comercial, um dos mais antigos de Lisboa, de percorrer à pressa o edifício à procura da sala e entrar, aflito. Estava atrasado. Pouco, é certo, mas estava. Cheguei, vi e gostei. Muito. Gostei tanto que o vi várias vezes quando o comprei assim que saiu em vídeo (acreditem ou não, crianças, houve um tempo em que existiu uma coisa chamada VHS e que servia para vermos e gravarmos vídeos. Um 'aparelhómetro' parecido ao DVD mas maior servia para vermos essas cassetes - procurem no dicionário o que é uma cassete!)

Depois... depois o tempo passou, o velho VHS desapareceu no pó de alguma caixa, ficou esquecido, perdido, e o mundo mudou, a barba apareceu, a voz engrossou, e noutros interesses eu-me descobri, num novo milénio, as Torres caíram, caiu o Columbia, perdeu-se o Escudo, ganhou-se o Euro, fizeram-se estradas, fizeram-se estádios, fizeram-se pontes, morreu a Sophia, morreu o Eugénio, morreu muita gente, nasceu muita outra, predios caíram, outros explodiram, mudou o país, mudou quase tudo.
O Fonte Nova, porém, onde naquela tarde fui ver o filme que ora vos apresento, manteve-se. Também eu me mantenho, é certo, embora mais maduro, sazonado com anos de vida, com livros, com histórias, com mortes, com vidas, muito facto, muita gente.
De súbito, uma inesperada lembrança ressurgiu.
E lá estava, como quase tudo nesta vida, youtubizado.
Ainda bem.

Cá está ele!


O grande líder da tribo dos Apaches.

Sempre em sua defesa!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O oftalmologista das cozinhas

O círculo celestial tem um novo inclino. Aliás, tem mais cinco residentes, dos quais por cá só se falou de D. Nuno.
Ora, ao que se sabe, O Condestável curou Guilhermina de Jesus que havia frigido uma córnea com óleo fritar peixe por hora do almoço (a curiosidade leva-me a perguntar qual seria o acompanhamento de tal iguaria), através da intercessão junto do divino salvador.
Tenhamos em atenção o seguinte: a ferida havia sido feita com óleo, e óleo é uma palavra que representa o suco da azeitona (ou oliva em latim) após a devida extração e alteração quimica, ou seja, óleo é nada mias nada menos que azeite.
Condestável é uma marca de azeites, logo é totalmente compreensível que este milagre se encontre na área de atribuições do visado, pelo que nada me surpreende a cura em questão, podendo nós por este motivo considerar o santo como um especialista na questão.
.
Mas porque razão fazer d'O Condestável santo? Segundo José Pereira Sant’Anna , coronista carmelita, o milagre só por si não é a razão principal, mas sim o facto de a "vida de virtudes de D. Nuno, essa sim, digna de santidade", daqui extraem-se duas razões possíveis:
  1. A circunstancia de D. Nuno ter destribuido uns tabefes nuns castelhanos que se armaram em espertos pelas bandas de Aljubarrota;
  2. A bondade e abenegação a votou a sua vida nos seus anos finais.

Se se escolher a primeira razão, permitam-me o pedido directo ao Vaticano, para que se beatifique e posteriormente se canonize Pepe, defesa central luso-brasileiro do Real de Madrid e da Seleção nacional, pois também este arrefinfou dois/três chutos num espanhol, aqui há uns dias.

Se a razão é a segunda, venho por este meio pedir a minha própria beatificação e respectiva canonização, que em meados do mês de Maio de 2001, sensivelmente às 13.45h, salvei o meu colega de nome Rubén Lança de ser espalmado pelo 14 dos TCB enquanto passávamos na "passagem estreita", cita no Lavradio (true story! mesmo)

As coisas que ele (o Zé) sabe!

"...é um telejornal travestido!" , José Socrates na sua última entrevista à RTP.



Traveca ou não, só o Moniz sabe. Mas cá p'ra mim, cá p'ra mim há dúvida razoável...

sábado, 25 de abril de 2009

Comunicado

Às 04h26 o locutor Joaquim Furtado fazia a leitura do primeiro comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português.



25 de Abril - Comunicado do Posto de Comando do MFA.mp3 -

Senha 2

Contra-Senha. É dada a luz-verde para o inicio das operações.
A música de Zeca Afonso é escolhida como acto de desafio e para marcar a rotura. É posta no ar pelo locutor Leite de Vasconcelos, no programa Limite da Rádio Renascença.
As colunas motorizadas iniciam a sua marcha em direcção aos teatros de operações pré-definidos


[Jose_Afonso]15)Grandola_vila_morena.mp3 - José Afonso

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Senha 1

Neste preciso momento, há 35 anos atrás, Luís Filipe Costa, radialista encarregue deste horário nos Emissores Associados De Lisboa, fazia tocar a música E Depois Do Adeus, de Paulo de Carvalho.
Esta música serviu como primeira comunicação entre os oficiais, determinando que todos se deviam encontrar preparados para a saída dos seus regimentos em direção aos pontos estratégicos previamente estabelecidos.


E depois do adeus - Paulo de Carvalho

Síndrome crónico "comercialeiro"

Já chegavas a horas uma vez na vida...
É que já não há paciência.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

E da Figueiredo?


Maria Ilda da Costa Figueiredo ( 30 Outubro 1948, Troviscal), actual Deputada do Parlamento Europeu, eleita pela lista da CDU em 2004 (como cabeça de lista), e parte do European United Left–Nordic Green Left group.

Em 1973 licenciou-se em Economia e em 1998 tirou um Mestrado em Planificação e Administração da Educação, tendo sido professora do ensino básico, secundário e universitário, bem como economista do Sindicato Têxtil do Porto e CGTP/Porto. De 1979 a 1991 foi Deputada à Assembleia da República. Quase simultaneamente, pertenceu quer ao Executivo Municipal de Gaia (1983-1991, 2005-2009), quer ao Executivo Municipal de Porto (1994-1999). Pertenceu ainda à Assembleia Municipal de Gaia, onde foi cabeça-de-lista nas últimas autárquicas. Desde 1999 é Deputada ao Parlamento Europeu.

Para além de recandidata ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo é candidata a Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onde é actualmente vereadora da oposição.

(fontes: wikipédia - em inglês, que por vezes está melhor do que em português -, site oficial do Parlamento Europeu e a minha memória pessoal - ah, pois, que nos outros também utilizei, mas esqueci de referir! - a propósito, a parte em negrito é totalmente minha, só para verem que não me passa despercebido - e já agora, o que acrescentei depois de ter escrito, mas antes de publicar, podem confirmá-lo aqui.)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Grita M, Brame N, Range L!


Paulo Artur dos Santos Castro de Campos Rangel, (Porto, Fevereiro de 1968).
Cursou Direito e actualmente está a acabar (ou já acabou, não o sabemos ao certo) o doutoramento, sob a orientação do Professor Gomes Canotilho. É professor na Universidade Católica Portuguesa (Porto).
Membro do Conselho de Redacção da Revista Jurisprudência Constitucional e do Conselho Editorial da UCP. Membro da Direcção da Associação Comercial do Porto e da
Direcção da Associação "Amigos do Coliseu". Desempenhou as funções de Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça no XVI Governo Constitucional. Actualmente, é Deputado à Assembleia da República, eleito pelo círculo do Porto, e Líder da Bancada Parlamentar do PSD. (fonte: UCP)
Recebeu, em 1986, o
Prémio D. António Ferreira Gomes, e em 1989 o Prémio René Cassin (Conselho da Europa).
Embora já tivesse sido Secretário de Estado antes, saltou para a ribalta quando proferiu o discurso do PSD nas cerimónias de comemoração do 33º aniversário do 25 de Abril (aqui).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O meu melhor calmante

Para quando "se me dão os nervos" e me falta a paciência...



Clair de Lune: Debussy

Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009

Aprova o regime de presenças e faltas ao Plenário

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição, o seguinte:
...
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por
isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado
o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado
médico caso a situação se prolongue por mais de uma
semana.

Sem comentários...

resumé das minhas férias



Paris étoilé

Paris roule son flot de Seine et de passants
Comme un serpent d’éther aux remous incessants
Strié d’indifférence à laquelle se mêlent
Les éclairs de ces vies que l’on dit parfois belles

Paris sait le complot des rêves oppressants
Qu’illumine l’écho des fracas indécents
Surmontés d’une tour aux ombres infidèles
Qui ne tiendra jamais que de fausses chandelles

Paris porte son lot de peine et je ressens
Celle de nous savoir aux confins impuissants
D’un « peut-être » émaillé de lunes irréelles
Qui déclament des vœux que l’aube rendra frêles

A la tombée des cieux que d’étoiles rebelles

katlan


saudades já :(

P.S: para os menos apreciadores desta bela língua o dicionário ajuda imenso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ai Constâncio, Constâncio...

Economia portuguesa vai recuar 3,5 por cento em 2009

De início, não recuava. Depois, recuava muito pouco. Agora, recua bastante.

E, assim, o pintaínho vira corvo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

mé...


Dedicado ao carneirismo que por aí se vê, felizmente ainda não neste blog.

sábado, 28 de março de 2009

Afinal havia outro...

...modo de pensar na igreja católica. Ele anda lá escondido, sorrateiro, fazendo apenas pequenas sortidas tímidas incapazes de serem uma verdadeira evolução.

O bispo de Viseu (a terra do Dani que vai trazer chocolate da Suiça) saiu a terreiro para defender o uso de preservativo por infectados com o HIV que mantenham uma vida sexual activa. Nas suas palavras (santas palavras.lol) existe um dever moral de não transmitir o bicho da sida para um incauto terceiro adquirente, sendo o preservativo não só aconselhável como eticamente obrigatório.
Antes, já o bispo das Forças Armadas tinha usado da palavra, dizendo que não consentir o uso do preservativo é consentir na morte de muitas pessoas, tendo terminado ainda com uma bela pièce de résistance considerando que as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas (ponham-se as "" onde por bem se achar, que a mim não me apetece).


Ah, e promovam lá um destes dois tipos a cardeal, p'ra ver se ele chega a papa, é que já lá falta um que tenha a moleirinha em bom estado

Advogados criticam "abuso de poder" de bastonário




"Bastonário dos Advogados publicou no 'Boletim' deste mês um artigo em que acusa a PJ de combinar a carta anónima que deu origem à investigação do caso a que está ligado José Sócrates. Membros da Ordem dos Advogados, ex-bastonários e juízes defendem que, como bastonário, Marinho Pinto, não poderia escrever uma "peça jornalística" naquele lugar".

FONTE: DN

sexta-feira, 27 de março de 2009


Neste blog vai um comer e calar que mete dó... (que a carapuça sirva a quem por bem se achar destinatário)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Estudantes anti-Bolonha ocupam faculdades em Barcelona

"Com a acção de hoje sobem para três as faculdades ocupadas por estudantes nas últimas horas depois de acções idênticas, ao final da noite de terça-feira, nas Faculdades de Geografia e História e de Direito da Universidade de Barcelona. Os alunos da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) planeiam ficar encerrados no edifício - que esteve ocupado já durante duas semanas por protestos idênticos em Dezembro - até que sejam ouvidos pela reitoria. Em comunicado, exigem um diálogo com os estudantes e que se declarem legítimos os resultados de referendos realizados aos alunos, respeitando assim a sua decisão de congelar a aplicação do Processo de Bolonha. As ocupações na Universidade de Barcelona, por seu lado, foram realizadas depois de um encontro com mais de 200 estudantes, que acordaram ainda iniciar uma greve de três dias, que se prolongará até sexta-feira. As acções das últimas horas surgem uma semana depois de a polícia ter desalojado a reitoria da Universidade de Barcelona, que esteve ocupada pelos alunos durante quatro meses, também em protesto contra o Processo de Bolonha. Essas acções policiais acabaram numa batalha campal entre estudantes e polícias que causou dezenas de feridos, entre eles fotojornalistas que denunciam excessivo uso de força pelas autoridades. A polícia regional defendeu já a acção dos agentes considerando que actuaram segundo as normas. A Declaração de Bolonha, que resultou do denominado Processo de Bolonha, foi assinada pelos ministros da Educação de 29 países europeus, em Junho de 1999. O texto representa uma mudança significativa nas políticas do ensino superior dos países envolvidos, procurando estabelecer uma Área Europeia de Ensino Superior a partir de reformas nacionais dos vários sistemas de ensino. O Processo de Bolonha, que pretende avançar na unificação do sistema universitário europeu, tem sido alvo de protestos sucessivos em Espanha, com os alunos a considerar que representa um aumento das propinas e o "mercantilismo" do sistema educativo. "

in www.sic.pt
Por lá as coisas também não estão fáceis...

sábado, 21 de março de 2009

Um Ladrão no Algarve...

"Desta vez resolvi eu, foi tão bonito como o Liedson não foi?"

Pára tudo!


sexta-feira, 20 de março de 2009

O grupo parlamentar do PS propõe o nome do nosso mui querido, venerado, admirado e amado Professor Jorge Miranda, para o cargo vago de Provedor de Justiça da República Portuguesa, cargo o qual se encontra vago há já 8 meses, desde que terminou o mandato de Henrique Nascimento Rodrigues. O Profeesor dispôs-se a aceitar o cargo, mediante a um consenso de 2/3 dos Deputados da nação.

Assim, assiste-se à resolução de dois eminentes problemas:
  • o funcionamento regular de uma das mais importantes (e desprezada) instituições das Democracias modernas;

  • a facilitação da vida em inumeros aspectos, nomeadamento os que se prendem com a análise e sistematização da Constituição da República Islâmica do Irão, a alunos do 1º ano da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Já que por músicas num blog é (alegadamente) rabeta...

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Aqui havia um post temporário, e devido à sua natureza temporária, agora já não 'tá cá.
Foi-se, ardeu!
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Meu bom FNL...


...como eu te dou razão! Toda a razão que conheço, toda e sem deixar nenhuma de parte!
Dou-te a razão, o bem mais precioso que tenho, porque não vejo mais a quem a dar, não vejo quem a mereça, e merecendo-a pege nela e a transforme em algo que valha a pena ouvir e reflectir. Dou-te razão porque aqueles a que eu a devia conceder, não têm dignidade para a ter e não têm sequer capacidade para a compreender.
No fundo dou-te razão porque concordo inteira e puramente contigo, sem reservas nem condições apenas porque sem margem para dúvida estás certo.
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Atravessamos hoje uma das mais tristes fases não só da comunicação mas sim da 'opinião' social. Uma fase sem a força bruta da censura ou o alheamento do alfabetismo, uma fase em que a ordem de batalha é o 'carneirismo' (por carneirismo entenda-se toda uma lógica de rebanho, que faz com que toda a gente se sinta na obrigação de seguir os mesmos pensamentos sem neles depositar um só segundo).
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Seja para que ponto cardeal nos viremos vemos sempre os mesmo 'parvos', 'parvos' esses que podem mudar de roupa, de nome, de cara e fisionomia, podem até mudar de 'cor', mas no fundo são sempre os mesmos 'parvos' sem apelo nem agravo, são no fundo os 'parvos' que queremos ouvir, porque pouco mais que eles conhecemos.
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Mas pergunto-me: são eles que moldam a sociedade, ou será a sociedade que os molda a eles? São eles que são triviais, fúteis, ou nós que não merecemos melhor? Sinceramente acho que esta é uma questão de equilibrio estabelecido entre 'nós' e 'eles'. 'Eles' apenas dão aquilo que lhes é pedido, tendo brio em que seja tão mau quanto 'nós' o somos, e 'nós' não somos mais que valentes asnos que apenas se preocupam em comer a todas as refeições doutrina já mastiga e casos práticos cuja solução já alguém a tem, pura e simplesmente porque não somos capazes de pensar, não somos capazes de ir sem ler primeiro em livros, tratados, teses e afins, como se faz e o que é, perdendo o que nos diferencia dos bichos, o raciocínio.
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Porém, ainda temos alguns, se bem que poucos e cada vez mais raros, 'filhos de aurélio' cuja preocupação é agitar a água, provar que nada é estático, e sobretudo, que ninguém é dono de uma razão absoluta, por mais consensual que ela seja. Assim a irreverência do espírito é a única arma que se tem contra todo um sistema que a visa relegar para segundo plano, tornala uma anomalia, uma falha da concepção que dizem ser a ideal, a melhor.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Pays des rêves



Libertà

Tu sais qu'il y a un bateau qui mène au pays des rêves
Là-bas où il fait chaud, où le ciel n'a pas son pareil
Tu sais qu'au bout cette terre
Oh oui les gens sèment
Des milliers d'graines de joie où pousse ici la haine
On m'avait dit p'tit gars
Là-bas on t'enlève tes chaînes
On te donne une vie
Sans t'jeter dans l'arène
Comme ici tout petit après neuf mois à peine
On te plonge dans une vie où tu perds vite haleine
Alors sans hésiter
J'ai sauté dans la mer
Pour rejoindre ce vaisseau
Et voir enfin cette terre
Là-bas trop de lumière
J'ai dû fermer les yeux
Mais rien que les odeurs
Remplissaient tous mes vœux

I just wanna be free in this way
Just wanna be free in my world
Vivere per libertà
Vivere nella libertà

Alors une petite fille aussi belle que nature
Me pris par la main et m'dis suit cette aventure
On disait même, oh oui que la mer l'enviait
Que la montagne se courbait pour la laisser passer
Elle m'emmena au loin avec une douceur sans fin
Et ses bouclettes dorées dégageaient ce parfum
Qui depuis des années guidait ce chemin, ton chemin, mon chemin, le chemin


Pour arriver enfin à ces rêves d'enfants
Qui n'ont pas de limites comme on a maintenant
J'ai vu des dauphins nager dans un ciel de coton
Où des fleurs volaient caressant l'horizon
J'ai vu des arbres pousser remplaçant les gratte-ciel
J'ai vu au fond de l'eau une nuée d'hirondelles

Pep`s

quinta-feira, 12 de março de 2009

A reliquia de um momento...

quarta-feira, 11 de março de 2009

P'ra fazer saltar as pedras da calçada...



"Some folks are born made to wave the flag,
Ooh, theyre red, white and blue.
And when the band plays hail to the chief,
Ooh, they point the cannon at you, lord..."

P'ra fazer chorar as pedras da calçada....



"I'm not in love, so don't forget it.
It's just a silly phase I'm going through."

domingo, 8 de março de 2009

Mulher




Mulheres à beira-mar

Confundido os seus cabelos com os cabelos
do vento, têm o corpo feliz de ser tão seu e
tão denso em plena liberdade.

Lançam os braços pela praia fora e a brancura
dos seus pulsos penetra nas espumas.

Passam aves de asas agudas e a curva dos seus
olhos prolonga o interminável rastro no céu
branco.

Com a boca colada ao horizonte aspiram longa
mente a virgindade de um mundo que nasceu.

O extremo dos seus dedos toca o cimo de
delícia e vertigem onde o ar acaba e começa.

E aos seus ombros cola-se uma alga, feliz de
ser tão verde.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 6 de março de 2009

Desde que me cruzei com uma crónica de Eduardo do Prado Coelho, uma vez no Café di Roma dos armazéns do Chiado, pelas 10.45 de uma manhã de fim de Verão onde o Sol já não é castigador, e uma agradável brisa sopra do Tejo, que desenvolvi uma admiração e até uma certa inveja, diga-se em abono da verdade, pela sua escrita, apesar de uma vez por outra, não seguir a sua linha de raciocinio. E desde esse dia até ao da sua última crónica publicada fui um dedicado adquirente do jornal onde essa mesma crónica se achava.
Porém, hoje deparei-me com esta em particular. Já não me recordava dela, mas bastou ler-lhe o titúlo para que do mais profundo e negro recanto da minha mente a lembrança surgisse. Aqui fica ela:



'Pra chorar de vergonha

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, lips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país: - Onde a falta de pontualidade é um hábito; - Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. - Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos. - Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. - Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. - Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame. - Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. - Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. - Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?'


Eduardo do Prado Coelho,
in Público

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dedicado à Sra. Azevedo II

Parabéns! Parabéns! Parabéns!
Desejo que este seja para ti um dia muito feliz, com muitos miminhos e prendinhas, junto daqueles que mais amas ( visto estares longe de casa somos nós, os amigo, claro) e que possamos ainda festejar juntas por muitos, alegres e bons anos.
Aqui fica um beijinho do tamanho do mundo, desta amiga que agradece sempre ter te por perto.

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

Dedicado à Sra. Azevedo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Momento Zen


"Give a kiss and I'll show you the World"

Amy, aquela coisa<

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Use Somebody!

Fezada 1

Sócrates vai ser ouvido, considerado arguido e não chega a Maio.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Que música escutas tão atentamente

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.



Eugénio de Andrade
(Coração do dia)

E Viva a Liberdade



Será mesmo assim hoje em dia?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Macacos

Se fosse vivo, Charles Darwin faria hoje 200 anos, o que, convenhamos não seria lá muito bom para a saúde. Faz hoje também 150 anos a publicação do livro: "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life".
Com este livro, Darwin vem tirar a criação do Homem das mãos de deus, enquanto a deposita no seu devido lugar: o acaso associado à fortaleza das espécies. Hoje, porém, fala-se antes em "Intelligent Design", um daqueles conceitos US Made, que traduz uma ideia que de novo nada tem. Intelligent Design, no fundo e de forma muito simplista, exprime que certas características do universo e dos seres vivos, as quais são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado como a seleção natural, ou seja, deus quis que assim fosse e tudo o que conhecemos é-o assim por sua vontade.
Este argumento dá uma incrível supermacia a todos os criacionistas, porque, puramente não se pode provar que deus não existe e que as coisas não são obra da sua mão. Mas faça-se então a contra-pergunta: poder-se-à provar que deus existe? Provas que não deixem qualquer tipo de dúvida?
Não sei...
Por este post apenas venho dizer, que qualquer discussão racional sobre deus, é uma discussão condenada à partida. Não se pode discutir coisas que não se ligam, porque a ordem de argumentos é totalmente contrária. A prova racional vs. a fé incondicional (mesmo a fé inteligente, que também existe), e a fé é sempre an argument killer, porque a crença só pode ser aceite ou renegada de livre e espontânea vontade, nunca imposta.
Assim, apenas quero salientar que qualquer que seja a teoria seguida, ambas são totalmente legítimas, pois ambas falam de coisas totalmente diferentes. Enquanto o criacionismo é do domínio do sagrado, a evolução das espécies é do domíninio da ciência.

Lenny Krevitz

"Depois do triunfo o ano passado no palco do Rock In Rio, onde encerrou o primeiro dia, Lenny Kravitz regressa a Portugal, desta vez em nome próprio.
O músico norte-americano, cujo primeiro álbum data de 1989, estará no próximo dia 5 de Maio em Portugal para uma actuação única no Pavilhão Atlântico.
A digressão LLR 20(09)celebra precisamente as duas décadas sobre o lançamento de "Let Love Rule", o álbum debutante. A editora de Lenny Kravitz também se junta à efeméride e prepara uma edição de luxo com uma versão remasterizada e vários conteúdos extra com lançamento previsto para dia 20 de Abril.
Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais e custam entre 30 e 40 euros."

in sapo

Acabei de saber desta boa notícia, e logo a seguir tive um choque com o preço dos bilhetes! Dá para acreditar? Entre 30 e 40 euros, como é possível?
Estamos a atravessar uma crise económica, desemprego e dívidas por todos os lados, e mesmo assim ainda se lembram de cobrar 40€ por um bilhete para assistir a um concerto de 2 horas!
Todavia, estive o ano passado no Rock in Rio e foi espetacular, Lenny Krevitz ao vivo é uma agradável suspresa.

Um Perigo Real...

E se um dia um cometa colidir com a Terra? Clica.

Vários filmes retratam esse problema e é sempre algo que julgamos que nunca acontecerá.

Rage!

Rai's partam o pessoal deste blog! Cambada de amorfos pá! Com exceção (rai's partam o acordo ortográfico, que não me deixa escrever excepção!) do mui douto FNL e da mui excelente Cat Salvaterra, ninguém cá vem escrever nada ou tentar dar a isto algum sentido.
Vá lá, provem (myself included) que não são um desperdício de personalidade jurídica, e tratem de existir na blogoesfera (rai's partam a palavra blogoesfera, que não há outra mais feia nos dicionários cá do burgo!)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

L'allegoria della signorina Eluana Englaro

Kuolema. موت. A Halál. Der Tod. 死亡. Death. Ölüm. La Mort. 死.
É este o nome da morte. Um esqueleto com uma gadanha, uma parada negra, uma linda mulher de carnudos lábios vermelhos. É este o aspecto da morte.
Pelo menos é o que se diz.
Será justo chamá-la a nós, quando ela se recusa a vir?
Como toda a gente sabe, Eluana Englaro morreu. Honestamente pouco me importa o caso pessoal de Eluana, porém, importa-me, e bastante, o caso da morte médicamente assistida. Será de admitir esta prática, com todas as questões que levanta?
Por razões de Direito stricto sensu não é possivel concordar. Para quem não tiver vida (vida.lol), e quiser conhecer das razões de Direito, é favor consultar os maravilhosos tomos do Tratado de Direito Civil Português do Professor Menezes Cordeiro. É totalmente inadmissivél que se tire a vida a um Ser Humano, pois isso constituiria um crime, um homicidio que deve sempre ser combatido, pois para além das inumeras normas legais que se quebrariam, estar-se-ia a violar o mais precioso bem do Homem.
No entanto, há vida (vida.lol) para além da douta Juris Scientia.
Deixemos Eluana no sitio onde pertençe, e imaginemos alguém, na plenitude das suas capacidades cognitivas, mas que por alguma razão não tem capacidades motoras. Imaginemos também que essa pessoa nem sempre foi assim, que trabalhava, que tinha uma familia e que se valia por si próprio. Será então assim tão descabido que ela anseie pela sua morte? Será assim tão descabido que alguém o ajude a morrer? Será que a vida é sempre um bem superior, ou esta deve estar à disposição do seu dono (e aqui, dono de facto!).
Em Roma, ao Homem era-lhe reconhecido o Direito a morrer às suas próprias mãos, quando assim o achasse conveniente. No Japão feudal muitas vezes se cometia o suicidio ritual quando se caía em desgraça. Sócrates (o da filosofia), bebeu por sua mão a cicuta que o matou, totalmente consciento dos efeitos.
Desde sempre que o suicidio é visto em certos casos como um fim honrado daquele que o comete.
Assim, não será mais Humano ajudar a que seja feita a vontade daquele, do que mantê-lo vivo?
Não sei. Palavra de honra que não sei. Nem sequer sei se estando eu nessa situação manteria este pensamento.
Longe de mim fazer a apologia do suicidio! Nunca será esse o meu fito, em tempo ou situação alguma. Apenas digo o que para mim é uma verdade absoluta: custa-me muito mais saber que alguém está vivo numa vida que não o é, do que saber que esse alguém encontrou a paz perpétua (onde não se paga contas, e onde não se tem de estudar p'rós exames!).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Pienso en tí

Cada día pienso en tí
pienso un poco mas en tí
despedazo mi corazón
se destruye algo de mí.

Cada día pienso en tí
pienso un poco mas en tí.

Cada vez que sale el sol
busco en algo el valor
para continuar así
y te veo así y no te toque
rezo por ti cada noche
amanece y pienso en ti
y retumban en mis oídos
el tic-tac de los relojes
y sigo pensando en ti
y sigo pensando...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Abuso de posição dominante

A Comissão Europeia difundiu novas orientações para os caminhos do Direito da Concorrência e do combate ao abuso de posição dominante.
Em documento divulgado em Dezembro (aguarda-se ainda pela publicação oficial) a Comissão Europeia difundiu novas orientações para os caminhos do Direito da Concorrência e do combate ao abuso de posição dominante. No centro das suas reanimadas preocupações - o consumidor.
Através destas orientações, a comissão procura tornar a sua intervenção cada vez mais efectiva e transparente contra as empresas que pretendam crescer à custa da eliminação de concorrentes, limitando as opções do consumidor e desmotivando a inovação.
Desde 2005 que a Direcção-Geral da Concorrência recolhia os frutos de uma discussão pública, entusiasticamente participada, em torno do artigo 82.º do Tratado da UE. O extenso e incisivo documento de trabalho inicial deu agora lugar a uma versão mais reduzida e menos polémica, tendo-se optado por excluir, entre outras matérias, uma definição fechada de abuso de posição dominante e de conduta excludente. Mais do que a imposição de normas inicialmente prevista, optou-se finalmente apenas por definir prioridades de actuação.
O conceito de abuso de posição dominante e das condutas tendentes à exclusão de concorrentes foi sendo trabalhado nesses debates dos últimos três anos e também no âmbito de processos com repercussão mediática, como os casos Wanadoo, Microsoft e Telefónica.
Geralmente, o abuso de posição dominante concretiza-se através de condutas que tomam diferentes formas - cláusulas de exclusividade, descontos, ‘tying' e ‘bundling', preços predatórios, recusa de fornecimento e ‘margin squeeze'. Estas técnicas anti-concorrenciais, ponderadas neste documento, substanciam uma política de exclusão de concorrentes. Através das orientações, a Comissão dá a conhecer os quadros do pensamento analítico que utiliza para detectar e punir essas condutas.
O texto da Comissão começa por identificar a presença dominante de uma empresa. O domínio nasce de uma combinação dinâmica de factores - o mercado, a sua evolução, os concorrentes actuais e potenciais, fornecedores e clientes - todos ponderados na equação do domínio.
A Comissão entende que o critério da quota de mercado é um bom indicador de base para a existência de domínio (naturalmente, através de uma análise activa e casuística dessa quota naquele mercado). E refere, de acordo com a sua experiência, que com uma quota de mercado abaixo dos 40% não é provável esse domínio, da mesma forma que acima dessa quota e por um período prolongado existirão já indícios preliminares de uma posição dominante. A Comissão considera ainda como outro indício de posição dominante a capacidade isolada de uma empresa em manter os preços elevados, acima do preço competitivo, durante um período de tempo significativo, imune à pressão do mercado e de concorrentes.
Identificado o domínio, a Comissão frisa que o teste central reside em saber se o concorrente excluído era um verdadeiro concorrente - isto é, se em abstracto, seria, no mercado, tão apto e eficaz como a empresa dominante. O mercado só é prejudicado se a conduta do dominante impedir o acesso ou a expansão de um concorrente tão eficiente como ele, e que, sobretudo através da sua política de preços e de inovação, traria benefícios ao consumidor.
Há, evidentemente, motivações de eficiência que a empresa dominante pode invocar e que poderão justificar a sua conduta. A empresa em causa terá de justificar perante a Comissão que a conduta não prejudica os consumidores; que os benefícios - de melhoria técnica e/ou de redução de custos de produção ou distribuição - superam largamente os alegados efeitos anti-concorrenciais; e que a conduta é proporcional ao fim visado e é o único meio de atingir tais benefícios.
Em suma, destas novas orientações resulta que o princípio não é o da ilegalidade do domínio mas do domínio sem mérito. Com a posição de domínio nasce uma responsabilidade acrescida perante o mercado e os consumidores - ‘survival of the fittest.... but also of the fairest'!

Ana Rita Gomes de Andrade
in Diário Económico

domingo, 1 de fevereiro de 2009

What?

Hugo Chávez quer governar até 2049.

Quem o consegue parar?

The Freeport affair...

Já que todo o homem-bom opina...
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"J'ACCUSE

Há 111 anos, a 13 de Janeiro de 1898, foi publicada a mais grandiosa peça jornalística de todos os tempos. Escrita como carta aberta ao presidente de França, é um apelo indignado em nome de um inocente injustamente condenado, libelo contra um sistema judicial corrupto e uma opinião pública contaminada pela manipulação da verdade e pelos seus preconceitos (o condenado era judeu) através de uma campanha mediática "abominável". Num estilo que cruza o jornalismo e o manifesto, descreve a forma como um homem foi desonrado, julgado e condenado a prisão perpétua com base em provas falsas que, sendo consideradas "secretas", nem sequer lhe foram reveladas, e demonstra como o verdadeiro culpado foi absolvido por juízes cientes da sua culpa. Tem como título J'accuse...! (Eu acuso...!), e é uma defesa empolgada e empolgante da verdade e da justiça.O seu autor, Émile Zola, sabia ao escrever o risco que corria - aliás, escreveu jogando nesse risco, o de ser acusado de desrespeito e difamação e de poder fazer do seu julgamento a demonstração do que afirmava. Conseguiu o que queria: virar a França a favor do inocente condenado (Dreyfus) - mesmo se à custa de reacções violentas contra ele e contra Dreyfus, incluindo motins anti-judaicos - e reabrir o respectivo processo, mas também ser julgado, três escassas semanas após a publicação do artigo. Foi condenado à pena máxima no caso, um ano de cadeia, a que escapou fugindo para o estrangeiro.Zola voltaria a França para assistir à reabertura do processo Dreyfus, no qual este foi, incrivelmente, condenado de novo. Seria no entanto "perdoado" e acabaria ilibado em 1906, reintegrado e promovido no exército que o expulsara. Zola, arruinado pela defesa de Dreyfus, tinha morrido há quatro anos, sem ver satisfeita a sua exigência de justiça. Na verdade, a justiça nunca foi realmente feita: ninguém - nem os oficiais do exército que cozinharam a sua "culpa", nem os juízes e procuradores que o condenaram sonegando-lhe as provas, nem aqueles que a propagaram sem se esforçarem por conhecer a verdade - foi julgado pelo martírio de Dreyfus. As forças contra as quais Zola se ergueu, "fraco e desarmado" (como disse Anatole France no seu elogio fúnebre), nunca foram derrotadas - apenas o necessário para, naquele caso, lavarem a face, revendo a decisão que condenara um inocente. Fraco consolo.O caso Dreyfus, como muitos outros antes e depois dele, mostra o ladro negro do poder do sistema judicial. Quando um sistema criado para certificar a procura e o triunfo da verdade despreza a verdade e funciona como se estivesse acima das leis por cujo cumprimento lhe cumpre zelar, instrumentalizando o extraordinário poder que lhe é conferido, não há Estado de Direito. Sem Estado de Direito, não há grande chance para a democracia, até porque não há para aí Zolas aos pontapés. O que há aos pontapés é gente que, quiçá imaginando-se da estirpe do autor de J'accuse, se compraz em funcionar como guarda avançada dessa instrumentalização da verdade. "O meu dever é falar, não quero ser cúmplice", escreveu Zola. É sempre boa altura para lhe honrar o repto. "


Fernanda Câncio,
in Diário de Notícias, 30/1/2009
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O mais engraçado é que no dia em que isto saiu, eu me tinha lembrado de 'tentar' fazer uma coisa parecida. Assim sendo, poupa-se o trabalho e o escrito aqui fica para se ver que "nem todos os pombos que vão ao milho, sabem, distinguir entre milho bom e um sucedâneo meio inglês meio oposicionês".