Tinha de vir comentar a grande semi-final do Open da Austrália que hoje se realizou: Nadal/Verdasco!
Foi impressionante a capacidade de resistência física dos dois jogadores, que depois de mais de cinco horas de jogo ainda demonstravam uma grande qualidade técnica, com jogadas de cortar a respiração...
Verdasco bateu-se muito bem, quando tudo apontava para uma vitória mais ou menos tranquila de Nadal, a coragem e determinação foram grandes e acabou mal na fotografia, quando o match point, ao quinto set, se dá com uma dupla falta (já vinha fazendo algumas durante todo o encontro), conseguindo ainda anular dois match points imediatamente anteriores...
Confesso que estava a torcer pelo madrileno, e que quero ver novamente Federer como vencedor, mas tenho de admitir que Nadal é um grande jogador de ténis, e que a final, no domingo, vai ser um jogo a não perder.
Nas senhoras, como não poderia deixar de ser, as minhas expectativas estão com Safina, a Serena já ganhou o torneio de pares com a irmã, não precisa de mais títulos...
Se Safina ganhar chega ao nº1 do ranking, e é sempre preferível uma jogadora europeia.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Mais um adeus
Mais um adeus
Uma separação
Outra vez, solidão
Outra vez, sofrimento
Mais um adeus
Que não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Olha, benzinho, cuidado
Com o seu resfriado
Não pegue sereno
Não tome gelado
O gim é um veneno
Cuidado, benzinho
Não beba demais
Se guarde para mim
Tua ausência é um sofrimento
E se tiver um momento
Me escreva um carinho
E mande o dinheiro
Pro apartamento
Porque o vencimento
Não é como eu:
Não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Vinicius de Moraes
Uma separação
Outra vez, solidão
Outra vez, sofrimento
Mais um adeus
Que não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Olha, benzinho, cuidado
Com o seu resfriado
Não pegue sereno
Não tome gelado
O gim é um veneno
Cuidado, benzinho
Não beba demais
Se guarde para mim
Tua ausência é um sofrimento
E se tiver um momento
Me escreva um carinho
E mande o dinheiro
Pro apartamento
Porque o vencimento
Não é como eu:
Não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Vinicius de Moraes
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Fascinação
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"Quanto tempo? Não muito"
Aqui fica este excerto de um discurso de Martin Luther King, encontrei por acaso e vi que definia, sem margem para dúvidas, o sentimento de tantos americanos negros, no dia de ontem.
"Toda a nossa campanha no Alabama se centrou em torno do direito de voto. Hoje, com esta nossa chamada da atenção do país e do mundo para a flagrante sonegação do direito de voto, estamos a expor a verdadeira origem, a causa da segregação racial que existe no Sul.
Foi a ameaçã ao livre exercício do direito de voto Negro pelas massas populares brancas que deu origem à instauração de uma sociedade segregada. Os segregacionistas do Sul segregaram dos Brancos pobres o dinheiro; segregaram da Cristandade as igrejas do Sul; segregaram da recta maneira de pensar os espíritos do Sul; e segregaram de tudo o Negro.
Já percorremos um logo caminho desde que foi perpretado contra o espírito americano aquele simulacro de justiça. Hoje quero dizer à cidade de Selma, hoje quero dizer ao Estado do Alabama, hoje quero dizer ao povo da américa e a todas as nações do mundo: Nós não vamos voltar atrás. Nós agora estamos em marcha. sim, estamos em marcha e não há onda de racismo que nos detenha.
(...)
Marchemos contra a segregação na habitação até que tenha desaparecido o último gueto de depressão social e económica e Negros e Brancos vivam lado a lado em casas decentes, seguras e salubres.
Marchemos contra as escolas segregadas até que o último vestígio de educação segregada e inferior seja coisa do passado e Negros e Brancos vivam lado a lado no ambiente socialmente reparador da sala de aula.
(...)
Marchemos contra as urnas de voto, marchemos contra as urnas de voto até que os demagogos racistas desapareçam da cena política. Marchemos contra as urnas de voto até que os Wallaces do nosso país tremam e desapareçam em silêncio.
(...)
Marchemos contra as urnas de voto até que em todo o Alabama os filhos de Deus possam pisar o chão com decência e honra.
Tenho de reconhecer perante vós que ainda há celas de prisão à nossa espera, momentos negros e difíceis. Vamos prosseguir na convicção de que foi a força da não-violência que transformou os tenebrosos dias passados em radiosos dias futuros. Nós vamos ser capazes de vencer todas as adversidades.
(...)
Eu sei que vós hoje perguntais "Quanto tempo falta?" Esta tarde venho dizer-vos que, apesar de vivermos um momento difícil, uma hora frustante, já não falta muito tempo, porque a verdade espezinhada vai volta a erguer-se."
Março de 1965
Faltavam quarenta e quatro anos.
"Toda a nossa campanha no Alabama se centrou em torno do direito de voto. Hoje, com esta nossa chamada da atenção do país e do mundo para a flagrante sonegação do direito de voto, estamos a expor a verdadeira origem, a causa da segregação racial que existe no Sul.
Foi a ameaçã ao livre exercício do direito de voto Negro pelas massas populares brancas que deu origem à instauração de uma sociedade segregada. Os segregacionistas do Sul segregaram dos Brancos pobres o dinheiro; segregaram da Cristandade as igrejas do Sul; segregaram da recta maneira de pensar os espíritos do Sul; e segregaram de tudo o Negro.
Já percorremos um logo caminho desde que foi perpretado contra o espírito americano aquele simulacro de justiça. Hoje quero dizer à cidade de Selma, hoje quero dizer ao Estado do Alabama, hoje quero dizer ao povo da américa e a todas as nações do mundo: Nós não vamos voltar atrás. Nós agora estamos em marcha. sim, estamos em marcha e não há onda de racismo que nos detenha.
(...)
Marchemos contra a segregação na habitação até que tenha desaparecido o último gueto de depressão social e económica e Negros e Brancos vivam lado a lado em casas decentes, seguras e salubres.
Marchemos contra as escolas segregadas até que o último vestígio de educação segregada e inferior seja coisa do passado e Negros e Brancos vivam lado a lado no ambiente socialmente reparador da sala de aula.
(...)
Marchemos contra as urnas de voto, marchemos contra as urnas de voto até que os demagogos racistas desapareçam da cena política. Marchemos contra as urnas de voto até que os Wallaces do nosso país tremam e desapareçam em silêncio.
(...)
Marchemos contra as urnas de voto até que em todo o Alabama os filhos de Deus possam pisar o chão com decência e honra.
Tenho de reconhecer perante vós que ainda há celas de prisão à nossa espera, momentos negros e difíceis. Vamos prosseguir na convicção de que foi a força da não-violência que transformou os tenebrosos dias passados em radiosos dias futuros. Nós vamos ser capazes de vencer todas as adversidades.
(...)
Eu sei que vós hoje perguntais "Quanto tempo falta?" Esta tarde venho dizer-vos que, apesar de vivermos um momento difícil, uma hora frustante, já não falta muito tempo, porque a verdade espezinhada vai volta a erguer-se."
Março de 1965
Faltavam quarenta e quatro anos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A Historic day parte 4
O discurso não foi nada do outro mundo. O evento tem aquele toque americano que todos gostávamos de viver. Como orador Obama será dos melhores políticos que já vi, hoje provou-se que consegue cativar massas como outros politicos sonantes já fizeram. "É uma máquina!"
Mas surge-me sempre uma dúvida: "chegou cheio de boas intenções, grandes ideias, trouxe um ar novo para a politica mundial que se encontra desacreditada, trouxe sem dúvida uma nova esperança nas promessas politicas, mas conseguirá ele não se deixar corromper por toda a máquina histórica que se encontra por trás dele? "
A Historic Day parte 3
A Historic Day parte 2

"Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de deixar de lado as coisas infantis. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade."
Um discurso de esperança sem dúvida..
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Intervalo
Acabei a semana passada de ler o último livro do José Saramago, A viagem do elefante, e já que hoje posso dedicar alguns minutos da minha atenção aqui ao nosso blog, resolvi deixar um pequeno comentário.
O livro trata a viagem de um elefante, vindo da Índia portuguesa, de Lisboa até Viena, como prenda de D. João III ao arquiduque Maximiliano da Áustria. É um texto eleborado, como é costume neste autor, embora a história em si não tenha grandes segredos ou mistérios, a mim permitiu-me relaxar e por momentos deixar de pensar nos exames e na faculdade. É quase uma narrativa light, sem ofensa ao Saramago, que ainda assim não afasta as suas ironias e críticas em entrelinhas, quer à sociedade da época, quer à actual.
Confesso que não sou propriamente especialista na obra literária do José Saramago, nem tão pouco adepta de muitas das suas ideias políticas, mas não posso deixar de sorrir ao ler muitas das passagens deste livro, ao descobrir como ele consegue dizer as coisas, sempre de maneira que parece à primeira vista tão inocente e simples, mas que bem lido têm quase sempre um segundo significado. Já para não falar naquelas descrições bizarras e divertidas, que também estavam no Memorial do Convento, e que sempre me levaram a pensar onde é que ele vai buscar imaginação suficiente para escrever uma coisa daquelas, caricaturando muitas das personagens com traços de personalidade tão inesperados e ridículos... Atendendo até que parte do livro foi escrito em condições de saúde frágeis, o seu bom humor e disposição são admiráveis.
Leiam porque vale a pena: é uma forma de viajar sem saír de casa... Porque um bom livro é como um bálsamo para o espírito, ainda mais numa época tão exigente como esta, a mim nunca os livros me deixaram estar verdadeiramente só, e por vezes são a melhor companhia que posso ter...
Acabo recomendando a todos A viagem do elefante e com a frase que está na contracapa, e que eu espero ser acertada: " Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam", in O Livro dos Itinerários.
O livro trata a viagem de um elefante, vindo da Índia portuguesa, de Lisboa até Viena, como prenda de D. João III ao arquiduque Maximiliano da Áustria. É um texto eleborado, como é costume neste autor, embora a história em si não tenha grandes segredos ou mistérios, a mim permitiu-me relaxar e por momentos deixar de pensar nos exames e na faculdade. É quase uma narrativa light, sem ofensa ao Saramago, que ainda assim não afasta as suas ironias e críticas em entrelinhas, quer à sociedade da época, quer à actual.
Confesso que não sou propriamente especialista na obra literária do José Saramago, nem tão pouco adepta de muitas das suas ideias políticas, mas não posso deixar de sorrir ao ler muitas das passagens deste livro, ao descobrir como ele consegue dizer as coisas, sempre de maneira que parece à primeira vista tão inocente e simples, mas que bem lido têm quase sempre um segundo significado. Já para não falar naquelas descrições bizarras e divertidas, que também estavam no Memorial do Convento, e que sempre me levaram a pensar onde é que ele vai buscar imaginação suficiente para escrever uma coisa daquelas, caricaturando muitas das personagens com traços de personalidade tão inesperados e ridículos... Atendendo até que parte do livro foi escrito em condições de saúde frágeis, o seu bom humor e disposição são admiráveis.
Leiam porque vale a pena: é uma forma de viajar sem saír de casa... Porque um bom livro é como um bálsamo para o espírito, ainda mais numa época tão exigente como esta, a mim nunca os livros me deixaram estar verdadeiramente só, e por vezes são a melhor companhia que posso ter...
Acabo recomendando a todos A viagem do elefante e com a frase que está na contracapa, e que eu espero ser acertada: " Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam", in O Livro dos Itinerários.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
ÉPOCA DE EXAMES!!!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A minha fase músical....
Ando a colocar músicas a mais, mas neste momento é a única coisa que me inspira...
Mad World: Gary Jules
All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world
Mad World: Gary Jules
All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Continuação...
How can I decide what's right?
When you're clouding up my mind
I can't win your losing fight all the time
Not gonna ever own what's mine
When you're always taking sides
You wont take away my pride
No not this time
Not this time
How did we get here?
Well, I used to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know
The truth is hiding in your eyes
And its hanging on your tongue
Just boiling in my blood,
But you think that I can't see
What kind of man that you are
If you're a man at all
Well, I will figure this one out on my own
(I'm screaming "I love you so"
But my thoughts you can't decode)
How did we get here?
Well, I used to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves
How did we get here?
Well, I used to know you so well (Yeah, Yeah)
How did we get here?
Well, I used to know you so well
I think I know
I think I know
There is something I see in you
It might kill me
I want it to be true
PARAMORE:Decode
When you're clouding up my mind
I can't win your losing fight all the time
Not gonna ever own what's mine
When you're always taking sides
You wont take away my pride
No not this time
Not this time
How did we get here?
Well, I used to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know
The truth is hiding in your eyes
And its hanging on your tongue
Just boiling in my blood,
But you think that I can't see
What kind of man that you are
If you're a man at all
Well, I will figure this one out on my own
(I'm screaming "I love you so"
But my thoughts you can't decode)
How did we get here?
Well, I used to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves
How did we get here?
Well, I used to know you so well (Yeah, Yeah)
How did we get here?
Well, I used to know you so well
I think I know
I think I know
There is something I see in you
It might kill me
I want it to be true
PARAMORE:Decode
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ano novo
Olá pessoal! Sim, eu sei, tenho andado desaparecida, mas vocês sabem, são as férias, o natal, depois o ano novo (isto de apenas uma semana entre dois acontecimentos tão preenchidos e absorventes está mal feito), e uma pessoa nem tem tempo para respirar... depois aquelas coisas chamadas exames que não saiem do nosso subconsciente (só mesmo do subconsciente, porque no meu consciente elas estiveram por pouco tempo, confesso), e o meu dia a dia fica virado do avesso. Agora mesmo deveria era estar a estudar, que amanhã é dia de teste, mas já não suporto mais os livros e eles não me suportam mais a mim, logo resolvemos todos fazer um intervalo uns dos outros e o meu sentimento de culpa já estava a aumentar, agora sim bem presente no meu consciente, que eu de vocês nunca me esqueço, e tinha de vir cá falar-vos.
Era suposto ser a primeira coisa a dizer, mas neste início de 2009 estou com um profundo gosto pela escrita e as palavras fogem-me (já devem ter reparado), no entanto cá ficam os meus votos de feliz ano novo, eu sei que um pouco atrasados, mas o que conta é a intenção, então são sinceros. Espero que nos possamos encontrar aqui por muitos e bons dias , com episódios felizes e sorridentes para contar.
PS(sem qualquer conotação política): Já agora, este fime de semana fui ao cinema(ok, fui ao cinema mas antes estudei afincadamente durante horas, e poderia ter vindo aqui ao blog, só que a preguiça foi maior que a vontade de escrever algo, não de vos falar, como é óbvio), (eu hoje estou eléctrica eu sei! e a falar sozinha umas quantas vezes tb?), ver o AUSTRÁLIA, o novo film com a Nicole Kidma e o Hugh Jackman e adorei... uma história fantástica, de pôr qualquer um a chorar (aquela cena linda de olhar para a pessoa que está sentada ao nosso lado no cinema de lenço na mão a enxogar as lágrimas...). Vão ver, para esquecer por umas horas os estudos e os exames.
PS2(sem qualquer conotação política outra vez, apesar de ser hoje que o PM dá a entrevista na SIC, não se esqueçam de ver!): não acham que este texto que eu acabei de escrever tem parênteses a mais? ( não respondam!)Foi a primeira vez que tal me aconteceu... (a passagem de ano fez-me mal, sim, foi isso)
Era suposto ser a primeira coisa a dizer, mas neste início de 2009 estou com um profundo gosto pela escrita e as palavras fogem-me (já devem ter reparado), no entanto cá ficam os meus votos de feliz ano novo, eu sei que um pouco atrasados, mas o que conta é a intenção, então são sinceros. Espero que nos possamos encontrar aqui por muitos e bons dias , com episódios felizes e sorridentes para contar.
PS(sem qualquer conotação política): Já agora, este fime de semana fui ao cinema(ok, fui ao cinema mas antes estudei afincadamente durante horas, e poderia ter vindo aqui ao blog, só que a preguiça foi maior que a vontade de escrever algo, não de vos falar, como é óbvio), (eu hoje estou eléctrica eu sei! e a falar sozinha umas quantas vezes tb?), ver o AUSTRÁLIA, o novo film com a Nicole Kidma e o Hugh Jackman e adorei... uma história fantástica, de pôr qualquer um a chorar (aquela cena linda de olhar para a pessoa que está sentada ao nosso lado no cinema de lenço na mão a enxogar as lágrimas...). Vão ver, para esquecer por umas horas os estudos e os exames.
PS2(sem qualquer conotação política outra vez, apesar de ser hoje que o PM dá a entrevista na SIC, não se esqueçam de ver!): não acham que este texto que eu acabei de escrever tem parênteses a mais? ( não respondam!)Foi a primeira vez que tal me aconteceu... (a passagem de ano fez-me mal, sim, foi isso)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A meu ver...
1-Figura Nacional: Nélson Évora (é obvio.)
Figura Internacional: Barack Obama (o que mais dizer sobre o efeito Obama?)
2-Acontecimento Nacional: Guerra Legislativa entre o Sócrates e Cavaco.
Acontecimento Internacional: Presidenciais Norte-Americanas, Vitória Espanhola no Euro e Surpreendente organização dos Jogos Olimpicos pela China.
3- A palhaçada Federação Portuguesa de Futebol.
Figura Internacional: Barack Obama (o que mais dizer sobre o efeito Obama?)
2-Acontecimento Nacional: Guerra Legislativa entre o Sócrates e Cavaco.
Acontecimento Internacional: Presidenciais Norte-Americanas, Vitória Espanhola no Euro e Surpreendente organização dos Jogos Olimpicos pela China.
3- A palhaçada Federação Portuguesa de Futebol.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Toma lá FNL...
1 -
1.1) Figura Nacional: Luís Amado, que ano após ano, credibiliza a diplomacia portuguesa (muito tristonha e cinzenta no precedente), a qual dá mostras de uma vitalidade desconhecida até mesmo dos seus colegas de partido. Provávelmente o melhor ministro do Governo.
1.2) Figura Internacional: Albert II, Rei dos belgas, porque tem demonstrado a cepa da qual são feitos os grandes monarcas. Lembro apenas que ele tem 'governado' um país que ameaça a divisão entre o Norte flamengo (como o queijo) e o Sul Francófono, sempre com a existência de governos instáveis e de coligação.
2 -
2.1) Acontecimento Nacional: Vigílias, abaixos-assinado, greves e afins na educação portuguesa, que nada mais faz que demonstrar a falta da mesma, na sociedade actual. Tenho pena que a discussão não dê mais vezes lugar a conversa, ao bom estilo de Bernardino Machado
2.2) Acontecimento Internacional: A saída de cena d'El Comandante Fidel Castro (ao fim d'uma porrada de anos... praí uns 49) e a subida do 'mano' Raúl Castro, a fazer lembra uma certa primavera ocorrida nesta bela nação à biera-mar plantada.
3 -
3.1) A modesta participação de Portugal nos J.O., que da mais fabulástica expidição a Oriente desde Afonso de Albuquerque, assim se previa, se saldou na mais borrega figura perpetrada pelo Comandante (até me dói dizer que este tipo comanda gentes) Vicente Moura, mais fazendo lembrar um rato de porão, a fugindo navio, assim este se encontrasse em dificuldades.
3.2) O Marx deve ter dado pulos de contente na tumba, assim que se apercebeu do estado da economia do capital selvagem, fernético e , diga-se em abono da verdade, vigarista a que chegou o "american way of making money".
1.1) Figura Nacional: Luís Amado, que ano após ano, credibiliza a diplomacia portuguesa (muito tristonha e cinzenta no precedente), a qual dá mostras de uma vitalidade desconhecida até mesmo dos seus colegas de partido. Provávelmente o melhor ministro do Governo.
1.2) Figura Internacional: Albert II, Rei dos belgas, porque tem demonstrado a cepa da qual são feitos os grandes monarcas. Lembro apenas que ele tem 'governado' um país que ameaça a divisão entre o Norte flamengo (como o queijo) e o Sul Francófono, sempre com a existência de governos instáveis e de coligação.
2 -
2.1) Acontecimento Nacional: Vigílias, abaixos-assinado, greves e afins na educação portuguesa, que nada mais faz que demonstrar a falta da mesma, na sociedade actual. Tenho pena que a discussão não dê mais vezes lugar a conversa, ao bom estilo de Bernardino Machado
2.2) Acontecimento Internacional: A saída de cena d'El Comandante Fidel Castro (ao fim d'uma porrada de anos... praí uns 49) e a subida do 'mano' Raúl Castro, a fazer lembra uma certa primavera ocorrida nesta bela nação à biera-mar plantada.
3 -
3.1) A modesta participação de Portugal nos J.O., que da mais fabulástica expidição a Oriente desde Afonso de Albuquerque, assim se previa, se saldou na mais borrega figura perpetrada pelo Comandante (até me dói dizer que este tipo comanda gentes) Vicente Moura, mais fazendo lembrar um rato de porão, a fugindo navio, assim este se encontrasse em dificuldades.
3.2) O Marx deve ter dado pulos de contente na tumba, assim que se apercebeu do estado da economia do capital selvagem, fernético e , diga-se em abono da verdade, vigarista a que chegou o "american way of making money".
domingo, 21 de dezembro de 2008
Parece que chegou a época do Natal

O que todos queremos nesta época? família, alegria, paz, muito amor, prendinhas e prendinhas (va consumir também faz bem de vez em quando), amigos, o quentinho de uma lareira e todas outras coisas boas que nesta época parece que transparece nas pessoas...
Parece que o pessoal destas paragens está de "férias" (se é o que se pode chamar ao periodo que por acaso coincide com as festas e que não apetece fazer nada, mas que por causa daqueles exames que nos dão cabo da cabeça, a tranquilidade não é a mesma.) Sem stress como diria um colega meu bonaefidense. Bem prometo que vou tentar.
P.S: Parabéns pela tua prestação caro FNL :P
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Para complementar o dia de hoje...
Quem matou o Dr. Neves, catedrático da Faculdade de Direito?
Já que não houve dança Irlandesa, e o teste de Penal foi o que foi, aqui vai um Quid Iuris.
Já que não houve dança Irlandesa, e o teste de Penal foi o que foi, aqui vai um Quid Iuris.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Desvarios socialistas
Esta última semana foi fértil em alguns, dos já conhecidos, desatinos socialistas. Destaco três.
Em primeiro, não podia deixar de comentar as teses apresentadas no congresso do PCP, em que, Laos, China, Coreia do Norte, Cuba e Vietname são apresentados como países modelos para os comunistas. Convém fazer uma breve resenha histórica sobre estes cinco países. O Laos é um pais muito pobre, que vive essencialmente á base da agricultura. A democracia não existe, havendo um regime de partido único (o partido comunista). Mesmo assim, desde 1986, tem vindo a abrir a economia, para promover a economia privada (estes horrores capitalistas), e têm vindo a ter melhorias. A china, apesar do abandono do socialismo de mercado, continua a ter partido único e os direitos humanos a serem constantemente atropelados. A Coreia do Norte é o pior caso, pois é o único que continua com a economia totalmente fechada, há atropelos constantes aos direitos humanos e o país tem de receber constantemente ajuda alimentar da ONU, para a população não morrer á fome. Cuba continua a não ter melhorias ao nível dos direitos humanos, tendo um grande problema com presos políticos, a democracia é inexistente, mas desde a entrada de Raul Castro a economia tem vindo a recuperar (lá está, com maior abertura virada para a iniciativa privada). Por último, Vietname, apesar de melhorias devido á abertura da economia, continua sem democracia e muita gente continua no limiar da pobreza. Conclusão: todos estes países são ditaduras, têm muito pobreza, e muitos deles, para aliviar a miséria das suas populações, abdicaram de um dos bastiões do comunismo, a economia central planificada. Isto demonstra um PCP cada vez mais fechado sobre si mesmo, que nunca podia deter o poder.
Em segundo lugar, temos mais uma vez Chavéz, a tentar ficar no poder indefinidamente. No seu discurso de comemoração de 10 anos no poder, Chavéz anunciou que quer mudar a constituição, para poder ser reeleito indefinidamente. Já se adivinhava isto, depois da derrota no referendo.
Por último, temos a China a dizer que França “vai pagar” por Sarkozy se ter encontrado com o líder espiritual Dalai Lama. A China já devia ter percebido que a União Europeia não cede a chantagens e aprender um pouco com a tolerância que o líder espiritual tibetano tem para com um país que os massacra.
Enfim, continuamos assistir às aventuras dos socialistas…Assim não há moral que os valha.
Em primeiro, não podia deixar de comentar as teses apresentadas no congresso do PCP, em que, Laos, China, Coreia do Norte, Cuba e Vietname são apresentados como países modelos para os comunistas. Convém fazer uma breve resenha histórica sobre estes cinco países. O Laos é um pais muito pobre, que vive essencialmente á base da agricultura. A democracia não existe, havendo um regime de partido único (o partido comunista). Mesmo assim, desde 1986, tem vindo a abrir a economia, para promover a economia privada (estes horrores capitalistas), e têm vindo a ter melhorias. A china, apesar do abandono do socialismo de mercado, continua a ter partido único e os direitos humanos a serem constantemente atropelados. A Coreia do Norte é o pior caso, pois é o único que continua com a economia totalmente fechada, há atropelos constantes aos direitos humanos e o país tem de receber constantemente ajuda alimentar da ONU, para a população não morrer á fome. Cuba continua a não ter melhorias ao nível dos direitos humanos, tendo um grande problema com presos políticos, a democracia é inexistente, mas desde a entrada de Raul Castro a economia tem vindo a recuperar (lá está, com maior abertura virada para a iniciativa privada). Por último, Vietname, apesar de melhorias devido á abertura da economia, continua sem democracia e muita gente continua no limiar da pobreza. Conclusão: todos estes países são ditaduras, têm muito pobreza, e muitos deles, para aliviar a miséria das suas populações, abdicaram de um dos bastiões do comunismo, a economia central planificada. Isto demonstra um PCP cada vez mais fechado sobre si mesmo, que nunca podia deter o poder.
Em segundo lugar, temos mais uma vez Chavéz, a tentar ficar no poder indefinidamente. No seu discurso de comemoração de 10 anos no poder, Chavéz anunciou que quer mudar a constituição, para poder ser reeleito indefinidamente. Já se adivinhava isto, depois da derrota no referendo.
Por último, temos a China a dizer que França “vai pagar” por Sarkozy se ter encontrado com o líder espiritual Dalai Lama. A China já devia ter percebido que a União Europeia não cede a chantagens e aprender um pouco com a tolerância que o líder espiritual tibetano tem para com um país que os massacra.
Enfim, continuamos assistir às aventuras dos socialistas…Assim não há moral que os valha.
domingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Esta semana tenho aqui deixado posts a mais, não acham?
Como o fim de semana está à porta, e esperam-me várias horas de estudo, sem tempo para o nosso blog, resolvi aqui deixar um texto que me acompanha há já algum tempo e que hoje, como em tantos outros dias, define o meu estado de espírito.
Espero que gostem...
"Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento.
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim. Nunca amei senão coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem podia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minhas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu, e os aquedutos que se esfumam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de um sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar. A minha mania de criar um mundo falso acompanha-me ainda, e só na minha morte me abandonará. […]
Em mim o que há de primordial é o hábito e o jeito de sonhar. As circunstâncias da minha vida, desde criança sozinho e calmo, outras forças talvez, amoldando-me de longe, por hereditariedades obscuras a seu sinistro corte, fizeram do meu espírito uma constante corrente de devaneios. Tudo o que sou está nisto, e mesmo aquilo que em mim mais parece longe de destacar o sonhador, pertence sem escrúpulo à alma de quem só sonha, elevada ela ao seu maior grau.
Quero, para meu próprio gosto de analisar-me, ir, à medida que a isso me ajeite, ir pondo em palavras os processos mentais que em mim são um só, esse, o de uma vida devotada ao sonho, de uma alma educada só em sonhar. [...]
Porque eu não só sou um sonhador, mas sou um sonhador exclusivamente. O hábito único de sonhar deu-me uma extraordinária nitidez de visão interior. Não só vejo com espantoso e às vezes perturbante relevo as figuras e os décors dos meus sonhos, mas com igual relevo vejo as minhas ideias abstractas, os meus sentimentos humanos - o que deles me resta -, os meus secretos impulsos, as minhas atitudes psíquicas diante de mim próprio. Afirmo que as minhas próprias ideias abstractas, eu as vejo em mim, eu com uma interior visão do real as vejo num espaço interno. E assim os seus meandros são-me visíveis nos seus mínimos.
Por isso, conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda."
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
Espero que gostem...
"Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento.
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim. Nunca amei senão coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem podia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minhas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu, e os aquedutos que se esfumam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de um sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar. A minha mania de criar um mundo falso acompanha-me ainda, e só na minha morte me abandonará. […]
Em mim o que há de primordial é o hábito e o jeito de sonhar. As circunstâncias da minha vida, desde criança sozinho e calmo, outras forças talvez, amoldando-me de longe, por hereditariedades obscuras a seu sinistro corte, fizeram do meu espírito uma constante corrente de devaneios. Tudo o que sou está nisto, e mesmo aquilo que em mim mais parece longe de destacar o sonhador, pertence sem escrúpulo à alma de quem só sonha, elevada ela ao seu maior grau.
Quero, para meu próprio gosto de analisar-me, ir, à medida que a isso me ajeite, ir pondo em palavras os processos mentais que em mim são um só, esse, o de uma vida devotada ao sonho, de uma alma educada só em sonhar. [...]
Porque eu não só sou um sonhador, mas sou um sonhador exclusivamente. O hábito único de sonhar deu-me uma extraordinária nitidez de visão interior. Não só vejo com espantoso e às vezes perturbante relevo as figuras e os décors dos meus sonhos, mas com igual relevo vejo as minhas ideias abstractas, os meus sentimentos humanos - o que deles me resta -, os meus secretos impulsos, as minhas atitudes psíquicas diante de mim próprio. Afirmo que as minhas próprias ideias abstractas, eu as vejo em mim, eu com uma interior visão do real as vejo num espaço interno. E assim os seus meandros são-me visíveis nos seus mínimos.
Por isso, conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda."
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Banco Português de Núpcias
"É impressão minha ou o caso BPN fica mais enternecedor a cada dia que passa? Tem sido comovente desde o início, mas estes últimos episódios foram mais emocionantes que o fim de Casablanca. À semelhança do que costuma acontecer nas histórias tristes, esta também tem um inválido, como o Tiny Tim, do Dickens. O caso BPN tem, aliás, vários inválidos, e curiosamente são todos ceguinhos: o Banco de Portugal não viu que havia falcatruas, os administradores do banco não repararam que o presidente praticava um tipo de gestão que a lei, ao que parece, proíbe…
E agora estamos no ponto em que entra em cena a injustiça: Oliveira e Costa foi acusado de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Quem o acusa de enriquecimento ilícito só pode desconhecer o seu desarmante altruísmo. Segundo o Correio da Manhã, em Março deste ano, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Muito embora o divórcio se tenha realizado por mútuo consentimento, não deixa de ser admirável que um homem premeie a mulher de forma tão generosa na hora da separação. Trata-se do rigoroso oposto do «golpe do baú»: o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge. Que um homem tão desprendido dos bens materiais seja acusado daqueles crimes é simplesmente revoltante.
E é em alturas como esta que damos por nós a pensar que, quando os homossexuais tentam fazer pouco da nobre instituição do matrimónio, reivindicando o direito a casar, esquecem que o casamento não é uma brincadeira, nem um contrato sem significado que possa ser alargado às pessoas do mesmo sexo. O casamento é uma união sagrada entre um homem e uma mulher que partilham um projecto de vida comum, e essa união persistirá eternamente a menos que a polícia queira engavetar um dos cônjuges ao fim de 42 anos e levar-lhe a massa que ele acumulou indevidamente. Os homossexuais que não queiram vir corromper o instituto com que o Estado premeia as pessoas que formam o núcleo essencial da sociedade. Era o que faltava, vir essa gente conspurcar uma coisa tão bonita.
Mais do que fazer história no plano jurídico, na medida em que, pela primeira vez, foi preso um banqueiro em Portugal, o caso BPN pode fazer história no plano social: além do casamento por interesse, aparentemente acaba de se instituir o divórcio por interesse. Casar com um homem rico é um sonho do passado.
A ambição moderna é divorciar-se de um banqueiro. Sendo menos aviltante, consegue ser mais lucrativo."
Ricardo Araújo Pereira
in visão
Não resisti a transcrever esta crónica, que está simplesmente hilariante...
A crónica do António Lobo Antunes desta semana também está, na minha modesta opinião, genial: leiam!
E agora estamos no ponto em que entra em cena a injustiça: Oliveira e Costa foi acusado de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Quem o acusa de enriquecimento ilícito só pode desconhecer o seu desarmante altruísmo. Segundo o Correio da Manhã, em Março deste ano, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Muito embora o divórcio se tenha realizado por mútuo consentimento, não deixa de ser admirável que um homem premeie a mulher de forma tão generosa na hora da separação. Trata-se do rigoroso oposto do «golpe do baú»: o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge. Que um homem tão desprendido dos bens materiais seja acusado daqueles crimes é simplesmente revoltante.
E é em alturas como esta que damos por nós a pensar que, quando os homossexuais tentam fazer pouco da nobre instituição do matrimónio, reivindicando o direito a casar, esquecem que o casamento não é uma brincadeira, nem um contrato sem significado que possa ser alargado às pessoas do mesmo sexo. O casamento é uma união sagrada entre um homem e uma mulher que partilham um projecto de vida comum, e essa união persistirá eternamente a menos que a polícia queira engavetar um dos cônjuges ao fim de 42 anos e levar-lhe a massa que ele acumulou indevidamente. Os homossexuais que não queiram vir corromper o instituto com que o Estado premeia as pessoas que formam o núcleo essencial da sociedade. Era o que faltava, vir essa gente conspurcar uma coisa tão bonita.
Mais do que fazer história no plano jurídico, na medida em que, pela primeira vez, foi preso um banqueiro em Portugal, o caso BPN pode fazer história no plano social: além do casamento por interesse, aparentemente acaba de se instituir o divórcio por interesse. Casar com um homem rico é um sonho do passado.
A ambição moderna é divorciar-se de um banqueiro. Sendo menos aviltante, consegue ser mais lucrativo."
Ricardo Araújo Pereira
in visão
Não resisti a transcrever esta crónica, que está simplesmente hilariante...
A crónica do António Lobo Antunes desta semana também está, na minha modesta opinião, genial: leiam!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Simplesmente sem palavras....
Sentado na rocha ao pé do mar,
Só agora me apercebo da realidade da vida,
Bem diferente das nossas ideias,
O lado negro das crateras da lua.
Se me importo com tudo isto?
Talvez me importe mais por não ter compreendido mais cedo..
Mas todo o ser vive no seu mundo...
Idealizado. Obscuro.
Cresce a velocidade do vento.
Comparável à mudança repentina da
noite para o dia
na nossa vida.
Hoje de manhã tínhamos as mãos unidas e o sorriso brilhante.
Agora não te vejo...
as tuas mãos não sinto...
a tua cara não imagino.
É o eufemismo da vida.
Por vezes, tudo parece imutável,
raio do tempo que tudo muda.
Até as rochas que me apoiam desapareceram
com o embater das agressivas ondas...
O próprio calor que era a causa da minha vinda...
já se foi...
O que há agora não é mais
do que uma brisa gelada,
me chateia e entristece.
Preparo-me para ir...
É já de pé que te vejo.
Sentada o suficientemente longe para que não te veja...
mas o suficientemente perto para que me sintas...
Apesar de tudo...
No fim, lá estava ela.
PARABÉNS
e continua a escrever..
Só agora me apercebo da realidade da vida,
Bem diferente das nossas ideias,
O lado negro das crateras da lua.
Se me importo com tudo isto?
Talvez me importe mais por não ter compreendido mais cedo..
Mas todo o ser vive no seu mundo...
Idealizado. Obscuro.
Cresce a velocidade do vento.
Comparável à mudança repentina da
noite para o dia
na nossa vida.
Hoje de manhã tínhamos as mãos unidas e o sorriso brilhante.
Agora não te vejo...
as tuas mãos não sinto...
a tua cara não imagino.
É o eufemismo da vida.
Por vezes, tudo parece imutável,
raio do tempo que tudo muda.
Até as rochas que me apoiam desapareceram
com o embater das agressivas ondas...
O próprio calor que era a causa da minha vinda...
já se foi...
O que há agora não é mais
do que uma brisa gelada,
me chateia e entristece.
Preparo-me para ir...
É já de pé que te vejo.
Sentada o suficientemente longe para que não te veja...
mas o suficientemente perto para que me sintas...
Apesar de tudo...
No fim, lá estava ela.
PARABÉNS
e continua a escrever..
Presentes de um poeta
"Um pobre e esplêndido poeta, o mais atroz dos
desesperados, escreveu esta profecia: " Ao amanhecer,
armados de uma ardente paciência, entraremos
nas explêndidas cidades. " Eu creio nessa profecia de Rimbaud...
Sempre tive confiança no homem. Não perdi jamais a
esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui
com a minha poesia, e também com a minha bandeira.
Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade,
aos trabalhadores, aos poetas, que todo o porvir foi
expresso nessa frase de Rimbaud: só com uma ardente
paciência conquistaremos a explêndida cidade que dará luz,
justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão. "
Pablo Neruda
Discurso del Prêmio Nobel
Parece que hoje é o aniversário de alguém? Aqui fica o meu presente e um beijo de parabéns!
desesperados, escreveu esta profecia: " Ao amanhecer,
armados de uma ardente paciência, entraremos
nas explêndidas cidades. " Eu creio nessa profecia de Rimbaud...
Sempre tive confiança no homem. Não perdi jamais a
esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui
com a minha poesia, e também com a minha bandeira.
Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade,
aos trabalhadores, aos poetas, que todo o porvir foi
expresso nessa frase de Rimbaud: só com uma ardente
paciência conquistaremos a explêndida cidade que dará luz,
justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão. "
Pablo Neruda
Discurso del Prêmio Nobel
Parece que hoje é o aniversário de alguém? Aqui fica o meu presente e um beijo de parabéns!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Ultimato II
Como impulsionador e verdadeiro mentor e construtor deste espaço, venho declarar o meu entrestecimento pelo caminho que tem sido dado a este blog. Ao inicio, pedia-se um blog sério dotado de uma diversidade cultural e politica capaz de chamar a atenção a cada um que abrisse a página, nem que fosse por engano. Hoje, quando abro este blog, vejo coisas que vão para lá da comédia ou provocação tolerável, transformando-se em ofensas, mau gosto e, sem dúvida, arrepiante. Repudio tudo o que desvirtua a mensagem inicial deste blog, hoje estamos muito longe da ratio da sua criação.
Não preciso de referir nomes, nem apontar o dedo. Gente crescida não precisa que lhe mostrem o caminho. Nunca pensei dizer isto, porque, no inicio, dizia sempre : "posta qualquer coisa, o que te vier a cabeça", hoje peço-vos que pensem muito bem no que aqui vão colocar, porque hoje a quantidade aumentou drasticamente, mas a qualidade, essa desceu a pique. E as queixas fazem-se notar...
Espero que a mensagem tenha sido entendida. Porque quem cria, também modifica ou, simplesmente, extingue.
Não preciso de referir nomes, nem apontar o dedo. Gente crescida não precisa que lhe mostrem o caminho. Nunca pensei dizer isto, porque, no inicio, dizia sempre : "posta qualquer coisa, o que te vier a cabeça", hoje peço-vos que pensem muito bem no que aqui vão colocar, porque hoje a quantidade aumentou drasticamente, mas a qualidade, essa desceu a pique. E as queixas fazem-se notar...
Espero que a mensagem tenha sido entendida. Porque quem cria, também modifica ou, simplesmente, extingue.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
OA
Orçamento de Marinho chumbado após sete horas e alguns incidentes
"O Orçamento da Ordem dos Advogados foi esta madrugada reprovado, por larga maioria, numa assembleia muito concorrida que terminou depois das 3h. Mais de três quartos dos 3786 votantes votaram contra Marinho Pinto."
in sol
Pessoalmente nunca gostei deste bastonário. Esta é mais uma evidência que não é a pessoa certa no lugar certo.
Uma ordem profissional do cariz da dos advogados precisa de estabilidade e sensatez para ser útil à sociedade: este homem não oferece nenhuma dessas qualidades, fala de mais e quando não deve.
"O Orçamento da Ordem dos Advogados foi esta madrugada reprovado, por larga maioria, numa assembleia muito concorrida que terminou depois das 3h. Mais de três quartos dos 3786 votantes votaram contra Marinho Pinto."
in sol
Pessoalmente nunca gostei deste bastonário. Esta é mais uma evidência que não é a pessoa certa no lugar certo.
Uma ordem profissional do cariz da dos advogados precisa de estabilidade e sensatez para ser útil à sociedade: este homem não oferece nenhuma dessas qualidades, fala de mais e quando não deve.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Um "puto" com garra

Na passada segunda feira, podemos todos apreciar a apresentação do novo disco "A Palma e a Mão" de João Pedro Pais. Com o Casino Lisboa cheio, cantou músicas de sempre e com a sua humildade, boa disposição e a garra que o caracteriza em palco passamos todos uma óptima noite .
Dizia ele: "obrigado por saírem de casa a uma segunda a noite para virem até aqui"
E eu digo: Para ouvir boa música portuguesa, claro que sim...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Um simples adeus...
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Melancolia matinal...
Há melhor maneira de começar a semana do que com um verdadeiro romance? Estava a procurar um bom excerto e dou de caras com isto, não poderia ter sido melhor.
"- Carlinhos da minha alma, é inútil que ninguém ande à busca da "sua mulher". Ela virá. Cada um tem a "sua mulher", e necessariamente tem de a encontrar. Tu estás aqui, na Cruz dos Quatro Caminhos, ela está talvez em Pequim; mas tu, aí a raspar o meu repes com o verniz dos sapatos, e ela a orar no templo de Confúncio, estais amboa insensivelmente, irresistívelmente, fatalmente, marchando um para o outro!..."
O Ega tem sempre razão...
"- Carlinhos da minha alma, é inútil que ninguém ande à busca da "sua mulher". Ela virá. Cada um tem a "sua mulher", e necessariamente tem de a encontrar. Tu estás aqui, na Cruz dos Quatro Caminhos, ela está talvez em Pequim; mas tu, aí a raspar o meu repes com o verniz dos sapatos, e ela a orar no templo de Confúncio, estais amboa insensivelmente, irresistívelmente, fatalmente, marchando um para o outro!..."
O Ega tem sempre razão...
domingo, 23 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
O lado selvagem

É uma história verídica de coragem, resistência, em busca da felicidade e da liberdade.
Que jovem absolutamente fascinante, corajoso, extremamente inteligente, um visionário.
Christopher McCandless procurou essa felicidade e essa liberdade na natureza mas foi essa mesma natureza que se mostrou impiedosa com ele.
O que mais posso dizer, claro que o livro é mais rico em detalhes,mas o filme apesar de como sempre nunca supera o livro torna tudo mais palpável. . Um rapaz que sempre teve tudo,farto de uma existência hipócrita e materialista, que após acabar a sua licenciatura com distinção, abandona tudo e doa todo o seu dinheiro para fazer a sua tão esperada e última viagem. Mostra-nos o repúdio de um jovem sonhador pelo dinheiro, pela civilização que o sufoca.. faltava-lhe a liberdade, um som do vento, a harmonia com a natureza, as pequenas coisas da vida... Apesar de ser um pouco utópico e de levar a sua leitura e os seus ideais muito a letra, não o consigo criticar como muitos fizeram ao saber da sua história, chamando-o de imaturo que não passava de um menino mimado, que foi tão estúpido ao ponto de ser engolido pela sua própria ilusão... Claro que podemos argumentar que se não fosse tão teimoso poderia contar ele próprio a sua fantástica aventura, os sítios por onde passou, as pessoas que conheceu, mas no fundo ele realizou o que muitos de nós, apesar de o fazer muito radicalmente, queria fazer um dia, viver simplesmente livre. Toda esta história levou-me a estados de espírito controversos, que me fez pensar na minha vida, na forma como a estou a viver, na sociedade que fazemos parte.. Com uma interpretação brilhante do actor Emile Hirsh, que soube dar a emoção perfeita a sua personagem, umas imagens de cortar a respiração, uma banda sonora fantástica da responsabilidade de Eddie Vedder, o vocalista dos Pearl Jam, é um livro que aconselho, para ser logo de seguida completado com o visionamento do filme.
No trágico desfecho, Chis, chega a dolorosa conclusão, que " A felicidade só é real quando partilhada" todavia, já era tarde.
Deixo-vos com uma frase do livro e uma imagem do protagonista real desta história, na sua aventura pelo Alasca:

"Antes do Amor, do dinheiro, da fé, da fama, da lealdade...dá-me a verdade"
P.S: obrigado pelo livro Catarina
Um pózinho de coisa nenhuma...
“Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me da visão do seu movimento.
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Nunca amei coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem pudia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minha próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraíu, e os aquedutos que se esfumavam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar.”
Fernando Pessoa, Livro do desassossego
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Nunca amei coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem pudia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minha próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraíu, e os aquedutos que se esfumavam - quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar.”
Fernando Pessoa, Livro do desassossego
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
-Posso?
-Não sei. Queres? - disse eu.
-O que é que te parece?
-Então vá, senta-te. Vens bonita hoje...
-Não costumo andar bonita?
-Costumas, mas não dessa forma. Costumas estar mais natural. Nem sequer estou habituado a ver-te maqueada. Sapatos de verniz... luxo, hein?
-Não sejas parvo. Sabes porque é que eu aqui vim, não sabes?
-Sei, mas acho que vens perder o teu tempo. - um sorriso de gozo começava a aparecer-me nos lábios.
-Mas primeiro diz-me, o que é que estás a fazer aqui?
-O mesmo de sempre. Hoje é um daqueles dias em que não posso escrever. Não tenho a dita "inspiração".
-Nunca me explicaste, porque é que vens escrever para este sítio? - disse ela num tom inquisidor.
-Não entendes? Porque foi aqui que nos conhecemos.
-Sentes-te bem aqui? Trago-te boas memórias?
-Não! - dá-me prazer responder-lhe assim, desprendido dela.
-Mas então porque é que vens?
-Acredita que não sei... acho que tem a ver com o facto de ter árvores...
-E putas à noite!
-Tu conheces-me. Sabes que isso não me interessa.
-Pois sei... eu conheço-te melhor que ninguém.
-É verdade!
-Ainda me amas?
-Não! "Rien de rien". - Ninguém sonha como me custou a dizer-lhe aquilo.
-Eu sei que é verdade. Desculpa... - uma lágrima seca rola-lhe pelo rosto. Levanta-se olha-me nos olhos e diz: - Ainda te amo, volta para mim.
- Isso é uma questão ainda por resolver.
Foi-se embora. Finalmente! Ela nem sonha como a presença dela me estava a fazer mal. Reparo agora, ao meu lado no banco de jardim deixou uma cópia da chave da casa dela. Guardo-a no bolso e levanto-me.
-Não sei. Queres? - disse eu.
-O que é que te parece?
-Então vá, senta-te. Vens bonita hoje...
-Não costumo andar bonita?
-Costumas, mas não dessa forma. Costumas estar mais natural. Nem sequer estou habituado a ver-te maqueada. Sapatos de verniz... luxo, hein?
-Não sejas parvo. Sabes porque é que eu aqui vim, não sabes?
-Sei, mas acho que vens perder o teu tempo. - um sorriso de gozo começava a aparecer-me nos lábios.
-Mas primeiro diz-me, o que é que estás a fazer aqui?
-O mesmo de sempre. Hoje é um daqueles dias em que não posso escrever. Não tenho a dita "inspiração".
-Nunca me explicaste, porque é que vens escrever para este sítio? - disse ela num tom inquisidor.
-Não entendes? Porque foi aqui que nos conhecemos.
-Sentes-te bem aqui? Trago-te boas memórias?
-Não! - dá-me prazer responder-lhe assim, desprendido dela.
-Mas então porque é que vens?
-Acredita que não sei... acho que tem a ver com o facto de ter árvores...
-E putas à noite!
-Tu conheces-me. Sabes que isso não me interessa.
-Pois sei... eu conheço-te melhor que ninguém.
-É verdade!
-Ainda me amas?
-Não! "Rien de rien". - Ninguém sonha como me custou a dizer-lhe aquilo.
-Eu sei que é verdade. Desculpa... - uma lágrima seca rola-lhe pelo rosto. Levanta-se olha-me nos olhos e diz: - Ainda te amo, volta para mim.
- Isso é uma questão ainda por resolver.
Foi-se embora. Finalmente! Ela nem sonha como a presença dela me estava a fazer mal. Reparo agora, ao meu lado no banco de jardim deixou uma cópia da chave da casa dela. Guardo-a no bolso e levanto-me.
deste vosso amigo
Porque às vezes é necessário ter sensibilidade (e bom-senso).
"Sempre me lembro de ter ouvido o mar. De mistura com o vento nas folhas das palmeiras bravas, um vento que nunca deixa de soprar, mesmo quando nos afastamos da costa e avançamos canaviais adentro: é o ruído de fundo que acompanhou a minha infância. Ouço-o agora, no mais íntimo de mim, e levo-o comigo para onde quer que vá. O marulho lento, incansável, das ondas que se quebram ao longe na barra de coral e depois vêm morrer na areia do Rio Negro. Não passa um dia sem que vá ao mar, nem uma noite sem acordar com as costas alagadas em suor, soerguido na minha cama de campanha, afastando o mosquiteiro e procurando avaliar a altura da maré, inquieto, tomado dum desejo que não compreendo.
Na escuridão, penso no mar como se fosse uma pessoa humana, com todos os sentidos despertos para melhor o ouvir chegar, para melhor o receber. As vagas gigantescas cavalgam os recifes, vêm desabar na laguna e o estouro faz vibrar a terra e o ar como um caldeirão. Ouço-o, o mar mexe-se, respira."
Na escuridão, penso no mar como se fosse uma pessoa humana, com todos os sentidos despertos para melhor o ouvir chegar, para melhor o receber. As vagas gigantescas cavalgam os recifes, vêm desabar na laguna e o estouro faz vibrar a terra e o ar como um caldeirão. Ouço-o, o mar mexe-se, respira."
O Caçador de Tesouros, Le Clézio.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Isto sim é Bocage FNL =)
O ledo passarinho, que gorjeia
D'alma exprimindo a cândida ternura,
O rio transparente, que murmura,
E por entre pedrinhas serpenteia:
O Sol, que o céu diáfano passeia,
A Lua, que lhe deve a formosura,
O sorriso da aurora alegre e pura,
A rosa, que entre os zéfiros ondeia;
A serena, amorosa Primavera,
O doce autor das glorias que consigo,
A deusa das paixões, e de Cítera:
Quanto digo, meu bem, quanto não digo,
Tudo em tua presença degenera,
Nada se pode comparar contigo.
Bocage
D'alma exprimindo a cândida ternura,
O rio transparente, que murmura,
E por entre pedrinhas serpenteia:
O Sol, que o céu diáfano passeia,
A Lua, que lhe deve a formosura,
O sorriso da aurora alegre e pura,
A rosa, que entre os zéfiros ondeia;
A serena, amorosa Primavera,
O doce autor das glorias que consigo,
A deusa das paixões, e de Cítera:
Quanto digo, meu bem, quanto não digo,
Tudo em tua presença degenera,
Nada se pode comparar contigo.
Bocage
Sempre adorei a história deles...
Tentando repor algum nível cultural a este blog - que já teve melhores dias:
Pedro, lembrando Inês
Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?" Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobrí o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice
Pedro, lembrando Inês
Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?" Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobrí o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Momento Zen

"Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior "
Dá que pensar…
Este é um post violento.

Assumo-o de livre vontade e tenho a noção de que poderá ser politicamente incorrecto.
Mas sobretudo sinto que o racismo se tornou um pretexto para fundar diferenças onde elas não existem, e tão grave quanto isso, um pretexto para desculpar comportamentos que não podem ser desculpadas. A raça não é um argumento, é uma condição sem a miníma importância.
Quem me conhece sabe que eu ligo é ao presente, e não ao embrulho.

“Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto?
Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc. E depois há os apenas Americanos.
Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância.
Chamam-me White boy, Cracker, Honkey, Whitey, Caveman…. e está tudo bem.
Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel Jockey, Beaner, Gook, or Chink, vocês chamam-me racista.
Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês, então porque razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?
Vocês têm o United Negro College Fund.
Vocês têm o Martin Luther King Day.
Vocês têm Black History Month.
Vocês têm o Cesar Chavez Day.
Vocês têm o Yom Hashoah.
Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.
Vocês têm o NAACP.
Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de Entretenimento para pretos). Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.
Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamar-nos-iam racistas.
Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo racistas.
Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a sua vida para frente, éramos logo racistas.
Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.
Quem paga por isto?
Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.
Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas. Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios para Negros. Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.
Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas.
Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos 'Orgulho Branco', vocês chamam-nos racistas.
Vocês roubam-nos, fazem-nos carjacking, disparam sobre nós. Mas quando um oficial da polícia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.
Eu tenho orgulho.
Mas vocês chamam-me racista.
Porque razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?”
(Excerto do discurso de de Michael Richards (o Kramaer de Seinfeld), aquando do seu processo em tribunal por alegados comentáriso raciais, numa sua peça de comédia.)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Grande Quiz Bonafidense I
Quem disse a frase...? :
"E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".
"E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".
a) Antunes Varela;
b) Manuela Ferreira Leite;
c) António de Oliveira Salazar;
d) Álvaro Cunhal.
iuqa atrec atsopser (ler com um espelho!)
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Vai aqui um desafio aos fellow bloggers bonaefidenses:
O Fortuna,
Ó Fortuna,
Velut Luna
És como a Lua
Statu variabilis,
Mutável,
Semper crescis
Sempre aumentas
Aut decrescis;
Ou diminuis;
Vita detestabilis
A detestável vida
Nunc obdurat
Ora oprime
Et tunc curat
E ora cura
Ludo mentis aciem,
Para brincar com a mente;
Egestatem,
Miséria,
Potestatem
Poder,
Dissolvit ut glaciem.
Ela os funde como gelo.
Sors immanis
Sorte imensa
Et inanis,
E vazia,
Rota tu volubilis
Tu, roda volúvel
Status malus,
És má,
Vana salus
Vã é a felicidade
Semper dissolubilis,
Sempre dissolúvel,
Obumbrata
Nebulosa
Et velata
E velada
Michi quoque niteris;
Também a mim contagias;
Nunc per ludum
Agora por brincadeira
Dorsum nudum
O dorso nu
Fero tui sceleris.
Entrego à tua perversidade.
Sors salutis
A sorte na saúde
Et virtutis
E virtude
Michi nunc contraria
Agora me é contrária.
Est affectus
Dá
Et defectus
E tira
Semper in angaria.
Mantendo sempre escravizado
Hac in hora
Nesta hora
Sine mora
Sem demora
Cordum pulsum tangite;
Tange a corda vibrante;
Quod per sortem
Porque a sorte
Sternit fortem,
Abate o forte,
Mecum omnes plangite!
Chorai todos comigo!
O Fortuna,
Ó Fortuna,
Velut Luna
És como a Lua
Statu variabilis,
Mutável,
Semper crescis
Sempre aumentas
Aut decrescis;
Ou diminuis;
Vita detestabilis
A detestável vida
Nunc obdurat
Ora oprime
Et tunc curat
E ora cura
Ludo mentis aciem,
Para brincar com a mente;
Egestatem,
Miséria,
Potestatem
Poder,
Dissolvit ut glaciem.
Ela os funde como gelo.
Sors immanis
Sorte imensa
Et inanis,
E vazia,
Rota tu volubilis
Tu, roda volúvel
Status malus,
És má,
Vana salus
Vã é a felicidade
Semper dissolubilis,
Sempre dissolúvel,
Obumbrata
Nebulosa
Et velata
E velada
Michi quoque niteris;
Também a mim contagias;
Nunc per ludum
Agora por brincadeira
Dorsum nudum
O dorso nu
Fero tui sceleris.
Entrego à tua perversidade.
Sors salutis
A sorte na saúde
Et virtutis
E virtude
Michi nunc contraria
Agora me é contrária.
Est affectus
Dá
Et defectus
E tira
Semper in angaria.
Mantendo sempre escravizado
Hac in hora
Nesta hora
Sine mora
Sem demora
Cordum pulsum tangite;
Tange a corda vibrante;
Quod per sortem
Porque a sorte
Sternit fortem,
Abate o forte,
Mecum omnes plangite!
Chorai todos comigo!
Carmina Burana - Carl Orff
.
.
.
Qual é o sentido da vida?
Está este na nossas mãos?
(vá lá, sentido crítico e irreverente. Eu ponho o meu se o desafio for aceite.)
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Universidade de Lisboa

Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, anunciou hoje a sua demissão do cargo durante a cerimónia de abertura do ano académico, acrescentando que vai recandidatar-se a um novo mandato.
"tem de decidir de uma vez por todas se quer ou não ter grandes universidades, se quer ou não ter grandes instituições de referência no espaço europeu do Ensino Superior ou se prefere, como sempre aconteceu no passado, ter umas instituições remediadas, medianas e mais parecidas com escolas secundárias do que com universidades".
A sessão solene teve como convidado o constitucionalista Jorge Miranda, afirmando que: "As contradições entre a autonomia do Ensino Superior e este novo regime jurídico ultrapassam a fronteira da constitucionalidade".
sábado, 8 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
O real problema de África não é a fome, não é a SIDA nem as outras doenças incontroláveis, não é a corrupção, não é o neocolonialismo económico, não são as alterações climáticas nem a exploração selvática dos solos e afins.
O real problema de África são as fronteiras.
[to be continued...]
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Intervalo
Chega de falar de política, ou de outros assuntos de estado: este blog está a ficar muito sisudo. Aqui fica um momento cultural, para apreciar uma grande poetisa, que eu adoro.
Deriva
Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas campinas
Vi o fresco das coisas naturais
Só de Preste João não vi sinais
As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri
Sophia de Mello Reyner Andresen
Deriva
Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas campinas
Vi o fresco das coisas naturais
Só de Preste João não vi sinais
As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri
Sophia de Mello Reyner Andresen
domingo, 2 de novembro de 2008
Por falar em senhora Palin....
A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, caiu numa brincadeira de um comediante do Canadá - Sebastien Trudel - que se fez passar pelo presidente Nicholas Sarkozy. A notícia é avançada pelo site da BBC Brasil.
A conversa, que durou seis minutos, foi transmitida durante um programa de rádio, em Montreal, da autoria de Marc Antoine Audette. Sarah Palin agradeceu ao presidente francês ter-lhe telefonado e, a dada altura, afirmou que ela «e John McCain amavam Sarkozy».
Palin disse ao comediante que desejava dar continuidade às relações com Sarkozy se chegar à Casa Branca. "Poderemos ir caçar, juntos."
Trudel respondeu: "Adoro matar animais, tirar vidas, é tão divertido!", recebendo em troca outra risada de Palin.
1ª observação: depois de verem procurem quem é o Johnny hallyday.
2ª observação: como é que é possível ter uma hipotética candidata a vice-presidente tão tão... burra e tapada.
É tão ridículo que até doí.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Cheira-me que construir um aeroporto grande com'ó raio no meio de sitio nenhum onde há uma base da FAP, não é o melhor dos investimentos...
Olhem para o aeroporto de Atenas e vejam se me entendem...
Se calhar dois aeroportos mais "piqninos" não estava mal pensado, mas isto sou eu que digo...
Esquizofrenia
Fala-se em alargar o terminal de contentores do Porto de Lisboa, ali em Alfama, mesmo aos pés da ponte. Fala-se também em impugnar essa decisão, com base numa alegada falta de concurso público (deixa lá ir ver ao Marcelo o que é que isso é...), e num alegado corte entre a cidade e o rio, devido à muralha de aço (Força, Força, Camarada Vasco...).
Ora vamos lá ver, que se saiba, o terminal vai ser alargado para dentro da cidade, ou seja, não forma uma espécie de parede como se diz. Irão haver também obras de modernização (seja o que isso for...) que vizarão trazer aquela infra-estrutura para o sec. XXI, nomeadamente com uma linha de caminho-de-ferro ligada à linha de Sintra, e com outras maravilhas tecnológicas Made In Taiwan (que é de onde vêm as maravilhas tecnológicas).
Será que por se reservar certa área delimitada para a armazenagem de contentores se corta a ligação, (ligação essa que longe de ser exclusivamente visual é afectiva) entre a urbe e o riu?
Em tempos de crise (dizem...) não será de bom senso atrair investimento para uma área onde Portugal é naturalmente privilegiado?
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Há coisas que têm o seu 'quê' de ironia.
Antes, martelavam o juízo à Manelita para que ela falasse, emitisse opiniões e apresentasse soluções. Agora que ela o faz, chegou-se à conclusão que o seu silêncio tinha razão de ser.
Acontece que no seu caso, o silêncio, longe de ser de ouro, é melhor que o disparate.
Antes, martelavam o juízo à Manelita para que ela falasse, emitisse opiniões e apresentasse soluções. Agora que ela o faz, chegou-se à conclusão que o seu silêncio tinha razão de ser.
Acontece que no seu caso, o silêncio, longe de ser de ouro, é melhor que o disparate.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Aqui há uns dias comprei uma guerra das antigas.
Em certa aula de Dto. Penal, foi-nos apresentado certo acórdão, que em traços muito gerais condenava um polícia a uma pena de prisão efectiva, por ter atropelado duas pessoas enquanto estas atravessavam uma passadeira. Junte-se a isto o facto do polícia vir com uma T.A.S. já considerada crime.
Esquecendo as questões particulares do caso a pergunta que eu faço é: será justo condenar-se alguém, com uma vida criminal imaculada, que se encontra inserido na sociedade que o rodeia e que no fundo pode ser considerada "boa pessoa", a uma pena de prisão efectiva?
Eu penso que não.
Admito, esta é uma posição complicada, mas que eu julgo ser viável de defender.
Penso que a aplicação de sanções que no fundo tivessem por função fazer o agente compreender que a sua conduta estava errada, e o fizessem retribuir à sociedade de forma construtiva o seu crime seria uma forma de encarar a questão. Dessas sanções destaco:
Em certa aula de Dto. Penal, foi-nos apresentado certo acórdão, que em traços muito gerais condenava um polícia a uma pena de prisão efectiva, por ter atropelado duas pessoas enquanto estas atravessavam uma passadeira. Junte-se a isto o facto do polícia vir com uma T.A.S. já considerada crime.
Esquecendo as questões particulares do caso a pergunta que eu faço é: será justo condenar-se alguém, com uma vida criminal imaculada, que se encontra inserido na sociedade que o rodeia e que no fundo pode ser considerada "boa pessoa", a uma pena de prisão efectiva?
Eu penso que não.
Admito, esta é uma posição complicada, mas que eu julgo ser viável de defender.
Penso que a aplicação de sanções que no fundo tivessem por função fazer o agente compreender que a sua conduta estava errada, e o fizessem retribuir à sociedade de forma construtiva o seu crime seria uma forma de encarar a questão. Dessas sanções destaco:
- Atendimento compulsivo a sessões terapeuticas (ás custas do agente);
- Pagamento de multas aos sucessores;
- Cumprimento de "trabalhos" relacionados com o assunto;
- aceitam-se ideias...
Deste modo, a meu ver, evitava-se que o agente fosse associado ao estigma social que representa a prisão, deixando de correr até o risco de se desgenerar por "aprendizagem" do meio em questão. Também não seria desinserido do seu contexto familiar, podendo continuar a contribuir para a sociedade.
Sem deixar de considerar a prisão como uma ferramenta indispensavel, penso que em situações deste tipo (sei que são restritas, e penso que aqui a exepção só confirma a regra), a sua substituição seria um ganho para todos, desde o agente até à sociedade.domingo, 19 de outubro de 2008
"Cavaco Silva promulga Lei do Divórcio mas avisa que é “injusta""
O Presidente da República deverá anunciar para a semana que vai promulgar a Lei do Divórcio, mas, segundo o “Correio da Manhã”, “não deixará de esclarecer os portugueses de que a lei é profundamente injusta para as mulheres de mais fracos recursos financeiros e desprotege os filhos do casal”.
in Público
Admiro profundamente a nossa comunicação social por isto: conseguem prever as notícias com uma precisão incrível! A notícia não é que ele promulgou a lei, mas que se prepara para o fazer. Reparem que vai ao ponto de transcrever os avisos do Presidente... é simplesmente delicioso!
E na falta de notícias para dar, os jornais citam-se uns aos outros!
Quando ele efectivamente a promulgar, ou não, comento o seu conteúdo.
Pessoal, eu tinha um enorme prazer em deixar aqui no blog também alguma sugestão músical, mas a minha ignorância informática supera-me. Assim, não podendo fazê-lo, por enquanto (espero), gostava de vos dar os parabéns pelos vossos posts, eu fico musicalmente mais rica de cada vez que ligo o PC e acedo ao nosso blog.
O Presidente da República deverá anunciar para a semana que vai promulgar a Lei do Divórcio, mas, segundo o “Correio da Manhã”, “não deixará de esclarecer os portugueses de que a lei é profundamente injusta para as mulheres de mais fracos recursos financeiros e desprotege os filhos do casal”.
in Público
Admiro profundamente a nossa comunicação social por isto: conseguem prever as notícias com uma precisão incrível! A notícia não é que ele promulgou a lei, mas que se prepara para o fazer. Reparem que vai ao ponto de transcrever os avisos do Presidente... é simplesmente delicioso!
E na falta de notícias para dar, os jornais citam-se uns aos outros!
Quando ele efectivamente a promulgar, ou não, comento o seu conteúdo.
Pessoal, eu tinha um enorme prazer em deixar aqui no blog também alguma sugestão músical, mas a minha ignorância informática supera-me. Assim, não podendo fazê-lo, por enquanto (espero), gostava de vos dar os parabéns pelos vossos posts, eu fico musicalmente mais rica de cada vez que ligo o PC e acedo ao nosso blog.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Tribunal Internacional de Justiça vai analisar legalidade da independência do Kosovo
A Assembleia-Geral da ONU aprovou hoje - por 77 votos a favor, seis contra e 74 abstenções - o pedido da Sérvia para pedir que o Tribunal Internacional de Justiça de Haia analise a legalidade da independência do Kosovo...
fonte: PÚBLICO.pt
fonte: PÚBLICO.pt
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Tribunal Internacional de Justiça
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Pamplona Corte-Real esmaga Marcelo, Miranda e Medeiros.
Assunto: convivência entre a Constituição e a lei ordinária que não autoriza casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
"Carlos Pamplona Corte-Real, que esta tarde foi orador na audição parlamentar do Bloco de Esquerda sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo disse que é incompreensível que o Código Civil continue a só permitir a união de pessoas de sexo diferente.
Corte-Real, co-autor do livro Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, considerou «espúria, irracional e aberrante» a actual proibição de casamentos gay no Código Civil, face à norma da Constituição da República que não permite discriminações em razão da orientação sexual.
O professor de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa atacou as posições dos principais constitucionalistas portugueses, por considerarem admissível que apenas existam casamentos entre pessoas de sexo diferente.
Corte-Real disse que a interpretação «historicista» de Jorge Miranda e Rui Medeiros é «absurda». E considerou inadmissível a posição de Vital Moreira e Gomes Canotilho, que disse ser «um cheque em branco» ao legislador ordinário
«Acho isto extraordinário em matéria de direitos fundamentais, vindo de constitucionalistas», afirmou.
O professor considerou ainda «insidiosa» a posição de quem admite as uniões gay desde que se não lhes chame casamentos, mas uma «coisa diferente». «Marcelo Rebelo de Sousa defende esta tese», disse Corte-Real, considerando-a como «uma discriminação ainda mais grave: discriminação no nome». "
Fonte: SOl
"Carlos Pamplona Corte-Real, que esta tarde foi orador na audição parlamentar do Bloco de Esquerda sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo disse que é incompreensível que o Código Civil continue a só permitir a união de pessoas de sexo diferente.
Corte-Real, co-autor do livro Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, considerou «espúria, irracional e aberrante» a actual proibição de casamentos gay no Código Civil, face à norma da Constituição da República que não permite discriminações em razão da orientação sexual.
O professor de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa atacou as posições dos principais constitucionalistas portugueses, por considerarem admissível que apenas existam casamentos entre pessoas de sexo diferente.
Corte-Real disse que a interpretação «historicista» de Jorge Miranda e Rui Medeiros é «absurda». E considerou inadmissível a posição de Vital Moreira e Gomes Canotilho, que disse ser «um cheque em branco» ao legislador ordinário
«Acho isto extraordinário em matéria de direitos fundamentais, vindo de constitucionalistas», afirmou.
O professor considerou ainda «insidiosa» a posição de quem admite as uniões gay desde que se não lhes chame casamentos, mas uma «coisa diferente». «Marcelo Rebelo de Sousa defende esta tese», disse Corte-Real, considerando-a como «uma discriminação ainda mais grave: discriminação no nome». "
Fonte: SOl
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Direito,
Política
Amy: parte XXXXI ( e não fica por aqui!)
"Amy Winehouse terá tentado suicidar-se durante uma reunião de amigos encostando uma faca ao peito enquanto indagava "de que vale a pena viver?"."
in sapo.pt
Tanto talento e tão pouco juízo...
in sapo.pt
Tanto talento e tão pouco juízo...
Cântico Negro
Alguns versos ficam para sempre na nossa cabeça. Quanto mim, estas palavras marcaram uma etapa na minha vida. Foram-me lidas uma vez, numa aula de Língua Portuguesa:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
domingo, 5 de outubro de 2008
Tal como prometido!
Lembro-me de postar aqui várias vezes coisas relativas à produção do filme do DragonBall, desde poster's a imagens. Lembro-me também de ter prometido colocar aqui o trailer quando saísse. Tem poucos dias, tem um minuto e pouco, mas já dá para ver o que nos espera. Pessoalmente, parece-me bem concebido, dentro do minímo aceitável para um filme que se baseia num histórico dos desenhos animados. Acredito firmemente que seria dificil fazer melhor. Mas estaremos cá para ver melhor o que nos espera.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
PNR não desiste...

PNR afixa novo cartaz contra a imigração.
Já não há paciência para tantos extremismos...
fonte: Diário de notícias
Crise financeira
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta madrugada o plano rectificado de injecção de 700 mil milhões de dólares (501 mil milhões de euros) no mercado monetário.
Fonte: Sol
Fonte: Sol
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Áustria bis
"Os partidos da coligação governamental sofreram uma quebra acentuada e a extrema-direita deu um grande salto nas legislativas antecipadas de ontem na Áustria, segundo os resultados oficiais divulgados ao início da noite. Em qualquer dos casos, para os partidos tradicionais e para os da extrema-direita, falava-se ontem de um dia histórico."
in Público
Ao que parece a população austríca decidiu, mais uma vez, baralhar as contas da política europeia e votar nos partidos considerados mais conservadores ou até mesmo de extrema-direita.
Eu já vi isto acontecer...
Espera-se a reacção da União Europeia no caso de novas coligações governamentais, claramente necessárias, sob pena de aquele país se tornar ingovernável.
in Público
Ao que parece a população austríca decidiu, mais uma vez, baralhar as contas da política europeia e votar nos partidos considerados mais conservadores ou até mesmo de extrema-direita.
Eu já vi isto acontecer...
Espera-se a reacção da União Europeia no caso de novas coligações governamentais, claramente necessárias, sob pena de aquele país se tornar ingovernável.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Universidade/Dinheiro
"O Senado da Universidade de Lisboa acusa o Governo de sugerir às universidades "práticas desresponsabilizantes de sub-orçamentação" e medidas de "comercialização do ensino", numa deliberação em que alerta para a situação financeira "dramática" em que a instituição se encontra."
RTP
Não percebo, para onde vão as nossas propinas? As transferências de verbas do Governo para a universidade podem até ter diminuido, mas quanto a mim o problema é mais grave - pouco rigor na utilização do dinheiro.
RTP
Não percebo, para onde vão as nossas propinas? As transferências de verbas do Governo para a universidade podem até ter diminuido, mas quanto a mim o problema é mais grave - pouco rigor na utilização do dinheiro.
sábado, 20 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Código do Trabalho aprovado com votos contra de Manuel Alegre e de outros três socialistas!
Fonte: Sol
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Eu tenho dito: Manuel Alegre é o único homem sério do PS. Basta ver as razões para ter votado contra. Coerencia. Algo que falta aos politicos nacionais.
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Eu tenho dito: Manuel Alegre é o único homem sério do PS. Basta ver as razões para ter votado contra. Coerencia. Algo que falta aos politicos nacionais.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Universidade
"Centenas de alunos podem ter ficado de fora do Ensino Superior por um erro dos serviços. O motivo e a extensão da falha ainda não são conhecidos mas é notório que algo falhou mesmo nas candidaturas on-line."
JN
Inacreditável! O ano começa bem...
JN
Inacreditável! O ano começa bem...
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Furacão
Mais um furação aterroriza os EUA no dia de hoje. De novo se vê a fuga em massa das cidades costeiras, e este tipo de evacuações parece entrar na rotina daquelas pessoas.
Acabei agora de ler o novo livro do José Rodrigues dos Santos, SÉTIMO SELO, e recomendo sinceramente. O problema do aquecimento global e das suas consequências é aí tratado com uma linguagem simples e acessível para o público em geral, e revela uma verdade assustadora, prevendo catástrofes naturais cada vez mais frequentes e intensas, algo que me assusta realmente, pois cenários de guerra e fome seguem-se.
É pena que países como os EUA, a China ou a Índia não colaborem de forma mais profunda para tentarem reduzir a emissão de gases poluentes nas suas indústrias, e tentem encontrar nas novas tecnologias soluções que substituam o petróleo e o carvão, ainda que para isso tenham de afectar as suas economias internas. Parece que o poder político fala mais alto do que o interesse geral, algo chocante nos EUA, com empresas petrolíferas e de armamento a financiarem ao logo da história inúmeras campanhas presidenciais.
O velhinho Protocolo de Quioto não foi a solução para os problemas ambientais do planeta e é urgente chegar a novo acordo. A União Europeia deveria estar na primeira linha no que diz respeito a este assunto, mas os progressos não são muitos. Países costeiros como Portugal correm sérios riscos e a aposta na energia solar e eólica deveria ser muito superior à realidade de hoje.
É incrível como este assunto afecta tão pouco a opinião pública, como não causa pânico e receio quanto ao futuro. Talvez a minha geração ainda veja muitas das consequências desastrosas do aquecimento global e subida das temperaturas na Terra, e aí pode já ser tarde.
Enfim, mais do mesmo.
Acabei agora de ler o novo livro do José Rodrigues dos Santos, SÉTIMO SELO, e recomendo sinceramente. O problema do aquecimento global e das suas consequências é aí tratado com uma linguagem simples e acessível para o público em geral, e revela uma verdade assustadora, prevendo catástrofes naturais cada vez mais frequentes e intensas, algo que me assusta realmente, pois cenários de guerra e fome seguem-se.
É pena que países como os EUA, a China ou a Índia não colaborem de forma mais profunda para tentarem reduzir a emissão de gases poluentes nas suas indústrias, e tentem encontrar nas novas tecnologias soluções que substituam o petróleo e o carvão, ainda que para isso tenham de afectar as suas economias internas. Parece que o poder político fala mais alto do que o interesse geral, algo chocante nos EUA, com empresas petrolíferas e de armamento a financiarem ao logo da história inúmeras campanhas presidenciais.
O velhinho Protocolo de Quioto não foi a solução para os problemas ambientais do planeta e é urgente chegar a novo acordo. A União Europeia deveria estar na primeira linha no que diz respeito a este assunto, mas os progressos não são muitos. Países costeiros como Portugal correm sérios riscos e a aposta na energia solar e eólica deveria ser muito superior à realidade de hoje.
É incrível como este assunto afecta tão pouco a opinião pública, como não causa pânico e receio quanto ao futuro. Talvez a minha geração ainda veja muitas das consequências desastrosas do aquecimento global e subida das temperaturas na Terra, e aí pode já ser tarde.
Enfim, mais do mesmo.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Opinião: Directiva de retorno
Depois da aprovação da directiva de retorno no Parlamento europeu, houve um grande movimento de crítica negativa principalmente por parte de algumas facções da esquerda, e de alguns chefes de estado de alguns países da América latina e africanos.
O que é que representa estas manifestações contrárias? Muita falta de informação e outras vezes pura demagogia.
Concordando com esta directiva de retorno venho aqui dar a minha opinião.
Em primeiro lugar, todos sabem que é impossível ter uma política europeia de abertura total, só por demagogia, falta de bom senso ou de conhecimentos se pode afirmar que a Europa devia estar totalmente aberta á imigração.
Um dos mitos que se têm dito, reside na afirmação que a Europa deixou de ser um país que acolhe os imigrantes: pura mentira. A União europeia continua e vai continuar a ser onde muitos imigrantes poderão descobrir o seu “El Dorado”, mas tudo isto tem de ter regras. A Europa só é o que é hoje (social, integradora, com oportunidades) porque sempre teve regulamentos rígidos onde se contemplava sempre uma certa ordem, disciplina, nunca se transformando numa “república das bananas” como alguns países se transformaram.
É preciso ter em conta que esta directiva visa favorecer a imigração legal e combater a imigração ilegal. A imigração ilegal só prejudica quem está nessa situação, pois são muitas vezes escravizados, estão completamente quase sem direitos, e quem lucra com isso são as pessoas que os trazem (a máfia russa, por exemplo), não os próprios imigrantes.
A directiva de retorno é humanista? Sim é. Ao contrário do que muito dizem (lá está mais uma vez pouca informação ou aproveitamento de quem se informa pouco), a directiva suaviza as legislações dos países mais duros com a imigração ilegal e dá oportunidade ás legislações mais brandas de continuarem com essa mesma politica, sem ser necessário alterá-la.
Outra questão é de se dizer que a directiva pretende a prisão de imigrantes ilegais, o que mais uma vez é falso. Só vai existir prisão preventiva para o risco de fuga, e essa é avaliada em cada caso concreto, não justificando, por si só o facto de se ser imigrante ilegal, a detenção será um último recurso, no máximo de 6 meses. É importante referir que este prazo de 6 meses conseguiu suavizar 18 estados membros, pois estes tinham períodos de detenção mais longos.
Quanto aos seus direitos, esta directiva mesmo combatendo a imigração ilegal, põe à disposição muitos direitos que antes não existiam. Alguns deles são: a representação de um advogado, interprete, apoio judiciário gratuito, e um sistema diferente de apoio para os imigrantes ilegais menores.
Para finalizar, como disse acima, a Europa continuará a ser um destino comum de pessoas que procuram melhores condições, mas essas devem ter direitos, apoios sociais e serem integrados na nossa sociedade. Não pensem que a União europeia vai andar de lado a lado com a demagogia, falsas promessas ou relaxamentos. E por último, convidava alguns países da América latina e africanos, que “bombardearam” a directiva, a olharem para a sua legislação de imigração ilegal que, ou é inexistente ou fica a milhas da humanidade que esta tem.
O que é que representa estas manifestações contrárias? Muita falta de informação e outras vezes pura demagogia.
Concordando com esta directiva de retorno venho aqui dar a minha opinião.
Em primeiro lugar, todos sabem que é impossível ter uma política europeia de abertura total, só por demagogia, falta de bom senso ou de conhecimentos se pode afirmar que a Europa devia estar totalmente aberta á imigração.
Um dos mitos que se têm dito, reside na afirmação que a Europa deixou de ser um país que acolhe os imigrantes: pura mentira. A União europeia continua e vai continuar a ser onde muitos imigrantes poderão descobrir o seu “El Dorado”, mas tudo isto tem de ter regras. A Europa só é o que é hoje (social, integradora, com oportunidades) porque sempre teve regulamentos rígidos onde se contemplava sempre uma certa ordem, disciplina, nunca se transformando numa “república das bananas” como alguns países se transformaram.
É preciso ter em conta que esta directiva visa favorecer a imigração legal e combater a imigração ilegal. A imigração ilegal só prejudica quem está nessa situação, pois são muitas vezes escravizados, estão completamente quase sem direitos, e quem lucra com isso são as pessoas que os trazem (a máfia russa, por exemplo), não os próprios imigrantes.
A directiva de retorno é humanista? Sim é. Ao contrário do que muito dizem (lá está mais uma vez pouca informação ou aproveitamento de quem se informa pouco), a directiva suaviza as legislações dos países mais duros com a imigração ilegal e dá oportunidade ás legislações mais brandas de continuarem com essa mesma politica, sem ser necessário alterá-la.
Outra questão é de se dizer que a directiva pretende a prisão de imigrantes ilegais, o que mais uma vez é falso. Só vai existir prisão preventiva para o risco de fuga, e essa é avaliada em cada caso concreto, não justificando, por si só o facto de se ser imigrante ilegal, a detenção será um último recurso, no máximo de 6 meses. É importante referir que este prazo de 6 meses conseguiu suavizar 18 estados membros, pois estes tinham períodos de detenção mais longos.
Quanto aos seus direitos, esta directiva mesmo combatendo a imigração ilegal, põe à disposição muitos direitos que antes não existiam. Alguns deles são: a representação de um advogado, interprete, apoio judiciário gratuito, e um sistema diferente de apoio para os imigrantes ilegais menores.
Para finalizar, como disse acima, a Europa continuará a ser um destino comum de pessoas que procuram melhores condições, mas essas devem ter direitos, apoios sociais e serem integrados na nossa sociedade. Não pensem que a União europeia vai andar de lado a lado com a demagogia, falsas promessas ou relaxamentos. E por último, convidava alguns países da América latina e africanos, que “bombardearam” a directiva, a olharem para a sua legislação de imigração ilegal que, ou é inexistente ou fica a milhas da humanidade que esta tem.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Apoiado!
"Há uma relação entre crime e emigração, na medida em que se nota a presença, sobretudo, de máfias de leste e brasileiras. [...] Mas há outras razões para este surto: o laxismo e a brandura com que é tratado o pequeno crime, a degradação do sistema prisional e a ausência de valores e ainda por haver maior miséria, pobreza e falta de esperança. Por último, assiste-se a uma grande debilidade das políticas de prevenção criminal. "
Ângelo Correia, dirigente do PSD, "Visão", 4 de Setembro de 2008
Não podia estar mais de acordo consigo, meu caro. Contudo, parece-me que está no partido errado para defender essas políticas.
Ângelo Correia, dirigente do PSD, "Visão", 4 de Setembro de 2008
Não podia estar mais de acordo consigo, meu caro. Contudo, parece-me que está no partido errado para defender essas políticas.
domingo, 31 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
JO
Depois da quinta medalha de ouro ganha por Phelps no dia de hoje, o que mais há a dizer sobre este nadador, simplesmente fantástico.
E as finais de ginástica artística não desiludiram, com a China a bater toda a concorrência, um verdadeiro desastre para o EUA, prata nas duas finais. Ganhou quem não cometeu erros, foi justo.
Mais um dia super entusiasmante.
E as finais de ginástica artística não desiludiram, com a China a bater toda a concorrência, um verdadeiro desastre para o EUA, prata nas duas finais. Ganhou quem não cometeu erros, foi justo.
Mais um dia super entusiasmante.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Algarve, JO 2008
Olá pessoal! Depois de umas merecidas férias na praia, com muito sol e a água do mar sempre gelada, aqui estou eu para recomeçar a vida de novo na cidade.
Foi com surpresa que constatei que o Jogos Olímpicos ainda não tinham chegado ao nosso blog. Que se passa?
A cerimónia de abertura foi um espanto, talvez um pouco longa de mais, mas mesmo assim entusiasmante, com coreografias onde milhares de figurantes pareciam um só, de tão certinhos que estavam nos seus passos.
Sou só eu que acompanho as transmissões, ou estão todos tão desiludidos com a prestação portuguesa que nem dá vontade de falar disso? Pois bem, para mim tem valido a pena assistir pricipalmente às provas de natação - a prova de estafetas marculina foi excepcional, com cinco equipas a bater o record do mundo, já para não falar daquela chegada super dividida, onde os americanos, mais um vez, levaram a melhor. Acho que Portugal devia apostar mais nesta modalidade, eu sou uma fã, confesso.
É pena que as provas de ginástica artística sejam de madrugada, esta é uma modalidade que me seduz especialmente, mas existem sempre as repetições na eurosport.
Os nossos candidatos a medalhas ainda não entraram em acção: tenho muita esperança na Vanessa Fernades, Nélson Évora e Naide Gomes. Mas os Jogos são sempre imprevisíveis. A Telma Monteiro poderia ter feito muito melhor - quanto a mim foi o resultado de excesso de confiança.
Vou continuar a acompanhar atentamente o campeonato, e deixando aqui algumas notas sobre o desenrolar da competição.
Foi com surpresa que constatei que o Jogos Olímpicos ainda não tinham chegado ao nosso blog. Que se passa?
A cerimónia de abertura foi um espanto, talvez um pouco longa de mais, mas mesmo assim entusiasmante, com coreografias onde milhares de figurantes pareciam um só, de tão certinhos que estavam nos seus passos.
Sou só eu que acompanho as transmissões, ou estão todos tão desiludidos com a prestação portuguesa que nem dá vontade de falar disso? Pois bem, para mim tem valido a pena assistir pricipalmente às provas de natação - a prova de estafetas marculina foi excepcional, com cinco equipas a bater o record do mundo, já para não falar daquela chegada super dividida, onde os americanos, mais um vez, levaram a melhor. Acho que Portugal devia apostar mais nesta modalidade, eu sou uma fã, confesso.
É pena que as provas de ginástica artística sejam de madrugada, esta é uma modalidade que me seduz especialmente, mas existem sempre as repetições na eurosport.
Os nossos candidatos a medalhas ainda não entraram em acção: tenho muita esperança na Vanessa Fernades, Nélson Évora e Naide Gomes. Mas os Jogos são sempre imprevisíveis. A Telma Monteiro poderia ter feito muito melhor - quanto a mim foi o resultado de excesso de confiança.
Vou continuar a acompanhar atentamente o campeonato, e deixando aqui algumas notas sobre o desenrolar da competição.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Destino Aprovado: Praga
Cá estou eu de volta a Portugal. Aproveitando a onda, vou também falar de um destino de férias, sendo que acabei de chegar do mesmo. O destino que eu vou falar é a República Checa, mais propriamente a sua capital: Praga.
Estive em Praga 5 dias, nunca tinha lá estado. É certo que me disseram maravilhas antes de ir para lá, mas de qualquer maneira tudo o que me disseram não chegou, pois a cidade superou todas as minhas expectativas.
Praga tem um design único, toda a cidade respira história, até a mais ínfima casa particular. Ao estarmos em Praga mergulhamos em várias épocas sucessivas e esquecemo-nos completamente que estamos no século XXI. Por todo o lado há estátuas, museus, igrejas, sinagogas, basílicas. Há porém três coisas que ninguém pode perder se for a Praga, a reter: Castelo de Praga, Museu judaico (e respectivo antigo cemitério judeu) e a ponte Carlos (simplesmente única). Quanto a aspectos mais marginais, é bom referir que Praga tem uma boa rede de transportes públicos, que não é nada cara. Os únicos aspectos negativos que encontrei são o facto de os checos, na sua maioria, não serem muito simpáticos e a água ser muito cara (entre 3 a 5euros).
Estive em Praga 5 dias, nunca tinha lá estado. É certo que me disseram maravilhas antes de ir para lá, mas de qualquer maneira tudo o que me disseram não chegou, pois a cidade superou todas as minhas expectativas.
Praga tem um design único, toda a cidade respira história, até a mais ínfima casa particular. Ao estarmos em Praga mergulhamos em várias épocas sucessivas e esquecemo-nos completamente que estamos no século XXI. Por todo o lado há estátuas, museus, igrejas, sinagogas, basílicas. Há porém três coisas que ninguém pode perder se for a Praga, a reter: Castelo de Praga, Museu judaico (e respectivo antigo cemitério judeu) e a ponte Carlos (simplesmente única). Quanto a aspectos mais marginais, é bom referir que Praga tem uma boa rede de transportes públicos, que não é nada cara. Os únicos aspectos negativos que encontrei são o facto de os checos, na sua maioria, não serem muito simpáticos e a água ser muito cara (entre 3 a 5euros).
terça-feira, 5 de agosto de 2008

Possso dizer que me desiludiu um pouco, vendo o museu um pouco mais ao pormenor, achei sinceramente que em termos de qualidade o museu d'Orsay ganha uma certa vantagem...
É claro inegável a imensidão e a variedade de obras que podemos apreciar, havendo vários elementos históricos, vários temas como antiguidades do oriente, artes gráficas, esculturas e claro pinturas como a famosa "Joconde" de Leonardo da Vinci., a mais apetecida e que pelo que pude observar desencadeia uma certa loucura nas pessoas, principalmente dos orientais que tiram fotografias sem fim, com um entusiasmo desenfreado..
Claro que adorei ver com um pouco mais de pormenor o museu, mas o ideal seria voltar pelo menos mais umas cinco vezes para se poder realmente dizer "conheço o Louvre" e toda a sua complexidade..
Aconselho vivamente a visita a todos quando tiverem oportunidade.
à plus..
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